MEC autoriza nove escolas de SE a funcionarem com ensino integral

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As escolas avaliadas nesta primeira fase têm até o dia 17 de janeiro (sexta-feira) para enviarem a ata de adesão (Foto: arquivo/ Maria Odília/ Seduc)

Após um minucioso estudo de viabilidade, o Ministério da Educação autorizou nesta quarta-feira, 15, mais nove escolas da rede estadual de Sergipe a aderirem à modalidade de ensino médio em tempo integral. Fazem parte dessa lista os colégios estaduais Murilo Braga (Itabaiana), Prefeito Joaldo Lima de Carvalho (Itabaianinha), Abdias Bezerra (Ribeirópolis), Maria Rosa de Oliveira (Tobias Barreto), Francisco Figueiredo (Aquidabã), o Centro Estadual de Educação Profissional Berila Alves de Almeida (Nossa Senhora das Dores) e Centro Estadual Profissionalizante Profa. Neuzice Barreto (Nossa Senhora do Socorro). Além disso, o Centro de Excelência Vitória de Santa Maria (Aracaju) e a Escola Estadual Miguel das Graças (São Miguel do Aleixo), que já ofertam a modalidade em tempo integral, foram incluídos no programa federal.

As escolas avaliadas nesta primeira fase têm até o dia 17 de janeiro (sexta-feira) para enviarem a ata de adesão dos Conselhos Escolares ao Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (Ngeti), na sede da Seduc/SE. Elas já foram avaliadas e passaram por um estudo de viabilidade das condições necessárias a atender aos critérios estabelecidos pelo MEC, considerando infraestrutura, demanda, capacidade, além de indicadores socioeconômicos.

Duas outras escolas – o Centro Estadual de Educação Profissional Ulisses Guimarães (Umbaúba) e o Colégio Governador Lourival Baptista (Porto da Folha) – já aderiram à proposta por meio das comunidades escolares e aguardam a segunda lista de autorizo do MEC, programada para ser divulgada até o dia 30 de janeiro.

Segundo o secretário da Seduc, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, a educação em tempo integral proporciona mudanças positivas nas comunidades escolares. Ele considera importante a mobilização efetiva para a ampliação da modalidade, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). “Sergipe já tem uma longa experiência no EMTI, presente em 41 escolas, prática que vem gerando resultados significantes, com depoimentos ricos e motivadores de alunos, professores, dirigentes, acerca da transformação da modalidade de ensino”, disse o gestor, destacando que a proposta qualifica as escolas públicas e dá chances expandidas aos alunos de poderem desenvolver seus projetos de vida, bem como a construção da cidadania.

Professor Modesto ainda ressalta que o Estado de Sergipe foi à frente do que estabelece o MEC e adota um processo mais democrático e participativo realizando consultas públicas com as escolas já autorizadas para promover a discussão e participação de todos e legitimar o processo estadual através das atas de adesão dos conselhos escolares. Cabe ao MEC selecionar as unidades que serão inclusas no programa de Ensino Médio em Tempo Integral.

Ata de adesão

Em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2020, a portaria do MEC nº 2.116, de 6 de dezembro de 2019, estabelece novos parâmetros e critérios da modalidade e torna público as etapas de adesão.

De acordo com a coordenadora do Ngeti, professora Emanoela Ramos, a decisão final será divulgada até o dia 30 de janeiro pelo MEC. “A gente iniciou o momento de sensibilização, mostrar para toda a comunidade que tiver interesse em conhecer o programa. O EMTI vem fazendo a diferença em vários estados brasileiros, e prova, ao longo dos anos, que é um programa de sucesso, trazendo muitos benefícios para o ensino médio, como a redução da evasão e reprovação. É uma modalidade que está aprovando mais, dando mais oportunidade ao aluno por meio do currículo e práticas pedagógicas que transforam a rotina desses meninos”, frisou.

Ainda de acordo com a gestora do Ngeti, a meta é que até o ano de 2025, 25% das matrículas do ensino médio sejam na modalidade em tempo integral. Atualmente Sergipe já está em 16%, e a perspectiva é que em 2020 atinja a faixa dos 20%. As 41 unidades de ensino atuais estão espalhadas por 24 municípios sergipanos. Em 2019, foram ofertadas 12.076 vagas de matrícula no EMTI, 28% a mais que a quantidade de vagas ofertadas em 2018.

Unidade que passou pela transição de ensino médio regular para o tempo integral, o Centro de Excelência Professor Gonçalo Rollemberg Leite conta com sete turmas de EMTI, com previsão para ampliação de 10 turmas no ano letivo de 2020.

A gestora Liliane Teixeira, explica que a modalidade tem propiciado resultados estimulantes à comunidade. “Trata-se de um ensino totalmente diferenciado e que conta com uma equipe gestora formada pelo gestor, coordenador administrativo financeiro e coordenador pedagógico, todos bem alinhados e participativos, além da equipe de professores que exercem um papel fundamental na condução das atividades escolares, bem como os coordenadores de áreas, e também os laboratórios de informática, ciência e de dança, tudo isso implementado e utilizado no ensino médio em tempo integral”, disse ela, pontuando as melhorias que a escola vem recebendo como a reforma da quadra poliesportiva recém-inaugurada.

Encerrando o ano letivo de 2019 com o dado de -5% de reprovação, o ensino integral do Gonçalo Rollemberg, que oferece ampliação da jornada escolar e a formação integral e integrada do estudante, também conquistou a confiança dos pais dos alunos, como explica a gestora. “As matriculas ainda não iniciaram, mas a procura está sendo muito grande, pelo fato de ser um modelo de ensino mais atrativo para o aluno. Trabalha as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e também o projeto de vida, ponto central do programa”, disse Liliane Teixeira.

Com propriedade para falar da evolução do programa, os alunos destacam os avanços acadêmicos e de valores na trajetória escolar, como falou a protagonista Alice Gomes, do Centro de Excelência José Rolemberg Leite. “A escola de ensino integral transforma os alunos em jovens autônomos, solidários e competentes. Eu posso dizer que eu me tornei essa jovem, tive experiências maravilhosas”. Já o aluno Gabriel Andrade, do Centro de Excelência Leandro Maciel, afirma que o modelo de ensino garante a integralidade da convivência com professores, gestores, outros alunos.

Fonte: Seduc

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