MPF já soma 27 denúncias de fraudes em cotas raciais na UFS

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Caso está em processo inicial no MPF (Foto: Portal Infonet)

O número de denúncias de estudantes que podem ter fraudado cotas raciais na Universidade Federal de Sergipe (UFS) segue aumentando no Ministério Público Federal (MPF). Segundo a assessoria de comunicação do órgão, já são 27 registros realizados nos últimos 5 dias. O MPF esclareceu, no entanto, que não significa que há 27 denúncias distintas, já que o mesmo material pode ter sido enviado por pessoas diferentes.

Em nota encaminhada à imprensa, o MPF informou que vai investigar as denúncias, e se comprovavas as fraudes, o inquérito pode desencadear em processos cíveis, com a consequente perda da vaga, e até processos criminais, se comprovada conduta dolosa do estudante.

As denúncias foram publicadas por um perfil no Twitter, intitulado de ‘Fraudadores de Sergipe – IFS e UFS’, que no mesmo dia foi tirado do ar. As publicações expuseram fotos de universitários que se autodeclararam negros, pardos ou índios, e conseguiram vaga na instituição através da política de cotas. No entanto, as características aferíveis mostram que se tratam de pessoas, em sua maioria, brancas.

A investigação no MPF segue em fase inicial e, o primeiro passo, conforme protocolo do órgão, é designar um procurador da área para realizar a investigação. A Universidade Federal de Sergipe (UFS), também emitiu nota sobre o assunto, afirmando que realizará apurações. A nota pode ser conferida aqui. Em um trecho, a instituição informou que a exposição dos casos sem a devida instalação dos procedimentos adequados para a apuração da Instituição e do MPF, como feito pelo perfil na rede social, não respeita o direito da ampla defesa e ao contraditório dos denunciados”, pontuou.

Por Ícaro Novaes

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