Pais recorrem a reforço escolar nas férias

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Tatiana (à esq.) e Carla: reforço nas férias
A folga e o lazer típicos das férias escolares não são para todos os estudantes que tanto aguardam o período para ir ao cinema, parque, dentre outras atividades. Quando o desempenho escolar dos filhos não vai muito bem, alguns pais optam por esticar o cotidiano letivo dos mesmos através de aulas de reforço escolar, o que melhora as notas dos alunos e a renda de quem presta este serviço.

A universitária Tatiana Frosa, de 20 anos, é um exemplo disso. Desde que ingressou na faculdade de Direito, a jovem dá aulas particulares de todas as disciplinas a adolescentes, e confirma que há freguesia no período de férias. “Eles procuram ajuda nas matérias em que têm mais dificuldades, a maioria é na área de exatas mesmo”, disse Tatiana, que ganha R$ 150 por 16 horas mensais de aula.

Carla Rocha é uma das alunas da moça, e como está no 3º ano, garante que o reforço nas férias é muito válido em ano de vestibular, principalmente em matemática e física.

Tempo para lazer

Pedagoga Adriana Prata: é preciso dividir o tempo
Uma mãe que recorreu ao auxílio das aulas particulares foi Neide Fonseca. Preocupada com o fraco rendimento do filho Caio, ela contratou um professor por R$ 15 a hora para que o prejuízo no final do ano não seja maior. “Do jeito que estava acho que ele iria perder o ano”, lamentou. As aulas extras levaram o garoto a substituir o tempo que planejava ir ao cinema e à casa dos amigos pela revisão no conteúdo da 7ª série.

A pedagoga Adriana Prata confirma que o reforço é benéfico a crianças e adolescente com dificuldades no aprendizado, mas ressalta que a aula extra não pode ocorrer em horário integral durante as férias. “É preciso saber dividir o tempo. Uma saída é destinar o horário de estudo na escola ao estudo em casa, e ceder o restante do tempo ao lazer”, argumentou.

Por Glauco Vinícius e Gabriela Amorim

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