Pesquisa vai analisar quantidade de sal no processamento do amendoim

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Analisar a quantidade de sal utilizada no cozimento do amendoim é o principal foco do projeto (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) irão fazer uma análise do amendoim verde cozido e comercializado em nosso estado. A finalidade da pesquisa é conhecer como é produzido e principalmente saber o quanto é adicionado de sal, visto que o excesso deste produto pode ser prejudicial à saúde. O trabalho é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec-SE), através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Bolsista e pesquisadora Natália Soares (Foto: Fapitec)

De acordo com a pesquisadora e bolsista do curso de engenharia de alimentos da UFS, Natália Soares, a forma única como o amendoim é preparado em Sergipe, através do cozimento em água com sal e limão, e por ser uma preparação regional e patrimônio imaterial do estado, demonstra a relevância da padronização do modo de preparo.

“Padronizar as variáveis deste processo como a quantidade de sal adicionada, como também o tempo e a temperatura, é fundamental para que se garanta a segurança alimentar e nutricional do amendoim cozido, agregando valor à cultura sergipana”, explica a bolsista.

Segundo a pesquisadora e professora de química e bioquímica do curso de engenharia de alimentos da UFS, Jane de Jesus Silveira, o amendoim é rico em vitaminas A e complexo B, e em vários minerais como: potássio, magnésio, fósforo, cálcio, ferro, zinco e manganês, entretanto, a falta de padronização no modo de preparo pode gerar consequências nutricionais indesejáveis.

Pesquisadora Jane de Jesus Silveira (Foto: Fapitec)

“Além de analisar se o tempo e a temperatura junto com o teor de sal e limão adicionados influenciam no sabor final do produto, e principalmente se a quantidade de sal segue o recomendado pela organização mundial de saúde,  avaliaremos também a qualidade microbiológica para saber se o amendoim permanece saudável após o armazenamento ou se há um desenvolvimento de algum microrganismo que pode representar algum risco a saúde do consumidor” declarou a pesquisadora.

Ainda de acordo com a professora, é interessante que se tenha uma receita padrão para se preparar o amendoim cozido no estado, porque caso este produto seja consumido fora de Sergipe seja identificado pelo sabor e preparo de origem. Ela ainda lembra que o objetivo do projeto não é desincentivo ao consumo do amendoim, mas proporcionar mais qualidade ao produto vendido dentro e fora do estado.

Fonte: Fapitec

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