Professores cobram protocolo e ameaçam greve sanitária em escolas

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Segundo a presidente do Sintese, Ivonete Cruz, os professores deverão fiscalizar junto as suas escolas se medidas sanitárias estão sendo, de fato, adotadas (Foto: Portal Infonet)

Ainda receosos com o protocolo sanitário divulgado pelo Governo de Sergipe, professores da rede estadual decidiram na manhã desta quarta-feira, 21, cobrar as normas sanitárias que irão ser implementadas nas escolas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), caso seja observado que as escolas não tenham se adequado as diretrizes sanitárias, haverá no dia 16 de novembro uma Assembleia da categoria com indicativo de greve sanitária em defesa da vida. 

Segundo a presidente do Sintese, Ivonete Cruz, os professores deverão fiscalizar junto as suas escolas se medidas sanitárias estão sendo, de fato, adotadas. “A partir de hoje até o dia 16 de novembro eu oriento que os professores fiscalizem se realmente as escolas estão aptas para receber os professores e alunos para garantir a segurança e a vida das pessoas” salienta.  

Ainda segundo ela, é preciso que haja a formação de comissões por parte dos professores para fiscalizar de perto as medidas sanitárias que cada ambiente escolar tem tomado. “Nós precisamos nos unir neste momento. É importante que os professores fiscalizem as escolas e mantenha o sindicato informado sobre o que se tem feito para garantir uma volta segura a todos”, argumenta.  

Ainda segundo a sindicalista, é preciso que haja do Governo uma maior publicidade dos protocolos de saúde. “Precisamos que haja maior divulgação sobre o que está sendo feito pelo governo, ou seja, como irá funcionar na prática essas medidas. Queremos também que cada escola divulgue com detalhes o que fez ou que está sendo feito para garantir esse retorno das atividades na data prevista pelo governo”, diz Ivonete.  

Diante desse contexto, ela acredita que a partir do dia 16 de novembro pode haver um indicativo de greve sanitária. “Se até lá não tivermos segurança para voltar ao trabalho, podemos marcar uma assembleia e decretar uma greve sanitária para nos proteger”, afirma.  

Inconsistências no protocolo de retomada 

Durante a assembleia, alguns docentes argumentaram que o protocolo do governo deixa margem para muitas dúvidas. “E os professores que fazem parte do grupo de risco, ou seja, que possuem comorbidades? Eu sou diabética e hipertensa. Além disso, tenho uma filha que tem lúpus. Não tenho carro. Vou e volto para o trabalho de ônibus, ou seja, uma exposição ainda maior. Como eu fico? Tenho que voltar a trabalhar?”, desabafa uma das professoras presentes na Assembleia.  

Outra docente também informou que mora em Aracaju, mas ministra aulas no interior do estado, e que o protocolo não deixa claro sobre essa questão. “Eu uso transporte coletivo para chegar ao meu local de trabalho. Como fico nessa situação?”, questiona. 

Em comunicado, a Superintendência de Comunicação do Governo informou que ainda essa semana será publicado no site da Secretaria de Educação, Esporte e Cultura (Seduc) as diretrizes sanitárias que foram construídas com a participação de diversos setores da sociedade. Ainda segundo o órgão, após ser divulgado pela Seduc, todas as orientações também serão publicadas no Diário Oficial do Estado.

por João Paulo Schneider 

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