Greve geral: Sindicato critica cortes na educação pública

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Para a professora Sônia Meire, vice-presidente do Andes, o corte dos recursos é uma maneira encontrada pelo Governo Federal para fechar as portas das universidades públicas (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Estudantes e professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) paralisaram as atividades nesta sexta-feira, 14. Um dos principais motivos da Greve Geral Nacional são os cortes de verbas anunciados pelo Governo Federal nas universidades públicas. Com os cortes, a Universidade só terá recursos para manter os campi funcionado até o mês de setembro.

“O Governo Federal não anunciou o fechamento das universidade federais, mas esses cortes de recursos, que já vinham acontecendo e agora se intensificam, é uma maneira de fechar as portas das universidades, porque vai faltar dinheiro para o básico que é água, energia, alimentação, segurança. Esses cortes é uma ameaça a soberania do país, porque não existe soberania quando não se produz conhecimento”, critica a professora Sônia Meire, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Sobre a Reforma da Previdência, Sônia afirma que não há deficit, pelo contrário, mesmo com os desvios de finalidades do recurso, a previdência social é superavitária. “Há estudos que compravam isso. O que precisamos é uma reforma da previdência no sentido de acabar com as isenções de impostos para grandes empresas e cobrar as dívidas que as empresas têm com a Previdência, e não uma reforma que só tira direito do trabalhador, e vai jogar a Previdência para os bancos privados”, diz.

Uma liminar antecipatória impediu que os professores da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs) fechassem ruas ou bloqueassem as entradas da UFS. Os docentes não realizaram ato pela manhã, mas participarão do ato na Praça General Valadão, que acontece hoje a tarde às 15h. “Vamos nos unir as demais categorias para protestar contra esses anúncios do Governo que tanto prejudicam os brasileiros e que vai causar um caos social”, finaliza Sônia.

Por Karla Pinheiro

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