Reação de coordenadora deixa pai indignado

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Edimolson: "debochando da família" (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

O senhor Edimilson Manuel da Silva, pai do garoto de dez anos espancado por um colega na Escola Municipal Anísio Teixeira, demonstrou indignação com a reação da coordenadora geral Ednalva Santos Silva, quando tentou explicar as medidas que a instituição de ensino adota em casos de brigas entre alunos. Em entrevista exibida pela TV Sergipe, a coordenadora deixou “escapar” um sorriso, ao informar que as brigas são comumente registradas em anotações classificadas como “Boletim de Ocorrência” na própria instituição de ensino.

O sorriso da coordenadora geral da escola municipal soou como “deboche” aos ouvidos do pai Edimilson da Silva. “Ela sorriu, debochando de toda a família”, enalteceu o pai do garoto vítima. “Não pode ter uma pessoa dessa numa escola trabalhando com crianças”, opina. “Em uma escola, onde há crianças, tem que haver educadores olhando nossos filhos”, ressaltou.

Nesta terça-feira, Edimilson levou o filho ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a exame de corpo de delito. O laudo ainda não foi concluído. Ele promete levar o caso até as últimas consequências. Além de procurar a intervenção do Conselho Tutelar, o pai do garoto pretende denunciar o episódio à Secretaria Municipal de Educação e contratar um advogado para auxiliá-lo em busca de justiça. Assustado, o garoto confessa que esta seria a quinta vez que teria sido espancado por coleguinhas na escola e resiste a retornar à sala de aula.

Segundo o pai, o garoto não quer sequer ser matriculado em outra escola, mesmo que em rede particular de ensino. “Meu filho está traumatizado, não quer mais estudar em lugar nenhum”, diz. 

Jeito de ser

Garoto ainda apresenta hematomas no corpo

A coordenadora geral da escola, Ednalva Santos Silva, conversou com o Portal Infonet e disse que não vê deboche em seu sorriso, durante a entrevista. “Uma coisa que não posso fazer é mudar meu jeito de ser. Gosto de sorrir”, explicou. “Não usei (o riso) de má fé”, retrata-se. Ela informou que já conversou com os pais do garoto agressor e diz que eles pediram desculpas, informando que nunca teriam presenciado ação violenta no filho.

A coordenadora informou que pretende reunir os pais de ambos os garotos para tratar da questão e garante que a diretoria da escola adotou todas as medidas para prestar atendimento ao garoto agredido. “Passamos gelo e levamos para um posto médico aqui próximo e a enfermeira informou que três dias depois, como é comum em pancadas, o sangue iria descer e a região afetada ficaria roxa”, diz. E, realmente, o garoto ainda apresenta hematomas na testa e entre os olhos.

Para a coordenadora, brigas entre alunos tornaram-se fatos comuns na escola, mas desmente a versão do garoto vítima de que teria sido agredido por cinco vezes. “O pai dele está agindo de má fé, orientando o filho a dizer isso. Não procede a versão dele. É a primeira vez que ele é agredido aqui na escola”, diz.

Ela confessa que não acionou a família no momento da confusão. Mas justifica a atitude, informando que na escola não consta contatos da família da vítima.

Por Cássia Santana

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