Servidores do IFS decidem paralisar atividades dia 18 de março

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Uma assembleia dos servidores dos institutos federais de Sergipe (IFS) definiu pela paralisação das atividades (Foto: divulgação)

Uma assembleia dos servidores dos institutos federais de Sergipe (IFS) definiu pela paralisação das atividades no próximo dia 18 de março, data escolhida para a realização de uma nova Greve Geral em território nacional. A assembleia foi uma iniciativa do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) durante a manhã desta terça-feira, 3, no Campus Aracaju.

De acordo com a coordenadora-geral do Sinasefe, Débora Lima, os servidores costumam se reunir ao menos uma vez ao mês e nesta reunião, especificamente, decidiram tratar da reforma administrativa nos institutos federais proposta pelo Governo Federal. “Trouxemos dois servidores de outros institutos, da Bahia e de Santa Catarina, para falarem um pouco sobre como essa reforma impactará os servidores do IFS. Um dos ataques é esse projeto ‘Future-se’ que traz uma mudança completa, levando a rede de educação a uma lógica mercadológica e a outras várias questões perigosas para as instituições de ensino”, detalhou a sindicalista.

Para dar ênfase à campanha, o Sinasefe contratou o ator sergipano Kassem Afif para interpretar um personagem alusivo ao astrólogo Olavo de Carvalho, considerado principal guru do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). O personagem intitulado ‘Mago de Carvalho’ participa das assembleias e atos da categoria e apresenta bom humor ao tratar dos pontos mais delicados do projeto.

Para o ator, o eixo principal da sua atuação se insere na ironia contra as explicações para o encaminhamento do projeto por parte do Governo Federal. “Ele é um vidente charlatão que sempre procura ver o lado pior das coisas como o lado melhor. Isso é para mostrar que esse projeto ‘Future-se’ trará explicações de todos os jeitos, mas quem pegar o projeto e ler verá que a precarização está em todos os pontos, desde o professor ao aluno, com a falta de eleições democráticas para reitor e cargos eletivos”, concluiu o sergipano.

por Daniel Rezende

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