Servidores em greve interditam setores da UFS

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Servidores fazem protesto no hall da reitoria (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Os servidores técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ocuparam o hall da reitoria nesta terça-feira, 16, e interditaram dois setores do campus de São Cristovão. Os servidores, que estão em greve desde o mês de maio, fixaram faixas no setor no setor de Comunicação e Arquivo  e também na Pró-reitoria de Gestão de Pessoas em protesto à suposta falta de atenção da reitoria em negociar a pauta de reivindicações.

De acordo com informações do presidente do Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da UFS (Sintufs), Lucas Gama, na pauta há pontos específicos que poderiam ser negociados diretamente com a administração da UFS. “Estava agendada uma reunião entre os servidores, o Ministério Público Federal e a reitoria, mas estranhamente recebemos uma ligação telefônica ontem à noite [segunda, dia 15] informando que a reitoria cancelou este encontro”, informa o presidente do Sintufs.

Em protesto a esta suposta reação da reitoria, os grevistas decidiram ocupar o hall da reitoria do campus de São Cristovão, onde pretendem manter uma vigília até que a reitoria tome a iniciativa de receber os manifestantes.

Reivindicações

Faixas indicam a interdição dois setores da UFS

Segundo o sindicalista Lucas Gama, a reitoria da UFS está desrespeitando a carga horária de 30 horas semanais. Além do cumprimento da carga horária, os servidores defendem uma pauta que contém mais de 20 itens, que estão sendo discutidos nacionalmente com o Ministério da Educação (MEC).

Em nível nacional, os manifestantes defendem reajuste salarial de 27,3%, como forma de repor as perdas acumuladas desde o ano de 2011 e reajuste real de 2%, o fim da terceirização e abertura de concurso público para preenchimento das 700 vagas terceirizadas, definição da data base e fim dos cortes no orçamento do MEC. “O Governo Federal cortou R$ 16 bilhões e por causa disso as universidades estão fechando alguns setores”, revelou o sindicalista.

Segundo Lucas Gama, no mês de março o campus de São Cristovão teve o fornecimento de energia elétrica cortado por três horas por falta de pagamento de faturas atrasadas. Este seria o reflexo, segundo o sindicalista, dos cortes proporcionados pelo Ministério da Educação.

Servidores querem respeito à carga horária

A greve na UFS foi iniciada no dia 28 de maio último e ainda não há data prevista para o encerramento.

UFS

A instituição se manifestou por meio de nota. Confira na íntegra:

"A Reitoria informa que permanece aberta ao diálogo, como tem sido a prática desta administração. Também esclarece ao público que a reunião marcada para hoje era entre a Reitoria e o Ministério Público, e foi gentilmente remarcada para outra data, dada a impossibilidade de comparecimento de alguns membros da administração da UFS, fundamentais para a compreensão do momento atual e para a construção de uma agenda de trabalho, bem como pela necessidade de reunir todos os dados necessários à efetiva discussão de toda a pauta apresentada pelo sindicato. Nesta oportunidade, reiteramos o empenho e a disposição da Reitoria para contribuir, dentro dos limites de suas atribuições e de sua esfera institucional de atuação, para a construção de uma universidade pública que atenda aos anseios e necessidades dos setores que compõem a comunidade acadêmica e a sociedade sergipana".

Por Cássia Santana

A matéria foi alterada às 17h56 para acréscimo de nota enviada pela UFS.

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