Sintese e Seduc farão plenárias para debater fechamento de escolas

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Fechamento das escolas será discutido em plenárias (Foto: Seed)

Após reunião com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) decidiu fazer duas plenárias com objetivo de discutir com a comunidade o fechamento das escolas Francisco Portugal e 15 de Outubro, localizadas nos bairros Augusto Franco e Getúlio Vargas, respectivamente. A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira, 21, e envolveu representantes do Sintese, das escolas, da Diretoria de Educação e o secretário Josué Passos..

A presidente do Sintese, Ivonete Cruz, critica o fechamento da escola e diz que não houve diálogo com a comunidade escolar. “Mais uma vez, a secretaria errou no método. Se existe uma discussão de reordenamento de rede, fechamento de escolas e migração de alunos, isso não pode ser construído sem dialogar com a comunidade. Não dá simplesmente para fechar sem antes se reunir com a comunidade escolar e dizer para onde essas pessoas vão”, reclamou a presidente do Sintese, Ivonete Cruz.

A professora explica que o Sintese defende o não fechamento das escolas e a realização de campanha de incentivo matrículas, mas reforça que no caso de fechamento, nenhuma decisão pode ser tomada sem o aval da comunidade. “A decisão não pode ser tomada e informada. A comunidade precisa ser ouvida em plenárias, pois tem estudantes e professores que vão mudar de escola”.

No Colégio Francisco Portugal, a plenária para fechamento do turno noturno acontece na quarta-feira, 23, às 19h. Já no Colégio 15 de Outubro, onde a ideia é fechar totalmente, a plenária acontece nesta quinta-feira, 24, às 9h.

Seduc

A Seduc confirmou a realização das plenárias e disse que pretende apresentar à comunidade a realidade das escolas e a dificuldades de manter o turno da noite nesses locais. Ainda de acordo com a Seduc, já existe um diálogo com a comunidade, porém a decisão de fechar o turno noturno tem o intuito de otimizar as matrículas para continuar ofertando ensino de qualidade. A Seduc ressaltou que fez campanhas de incentivo a matrícula, inclusive com apoio dos Conselhos Tutelares, mas ainda restaram 40 mil vagas ociosas na rede de ensino do Estado.

 

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