Sintese e Seed se reuniram para discutir a implementação do Piso

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Representantes do Sintese estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira, 2, com o secretário José Fernandes Lima para discutir a posição do Governo quanto à implantação do piso nacional. Na opinião do presidente do sindicato, Joel Almeida, o que houve neste episódio foi um desrespeito muito grande. “Tudo aconteceu de uma forma inédita desrespeitando um processo de negociação. Com isso as discussões ficam afetadas”, afirmou Joel.

No início da reunião o secretário colocou que o governo tinha um limite de prazo para a implantação do piso que era janeiro. Por conta disso, a PGE e a Secretaria de Administração definiram a forma inicial como isso ia ocorrer. “A forma imediata que encontramos foi essa. Entendemos que estaríamos cumprindo o que foi estabelecido”, explicou.

A surpresa do sindicato se deu quando no final de janeiro os professores receberam os contra-cheques com o aumento, que foi feito de outra forma e não como estava sendo discutida nas negociações e como prevê a lei. O que foi feito foi a soma entre vencimento inicial e regência, diminuída pelo valor atual do piso e com isso paga a diferença como complementação da lei. Além disso, quem já recebe até R$ 950 não teve nenhum acréscimo, como é o caso dos professores com nível superior.

Para o secretário, as negociações ainda não estão fechadas, já que a implementação total do pagamento poderá ser feita até dezembro de 2009. “Entendo que ainda devemos continuar discutindo”, afirmou Lima. No entanto, para o sindicato a partir de agora não há mais negociação. “Não voltaremos a sentar se o Governo não apresentar uma proposta concreta. O que deram agora não foi o piso foi um abono”, afirma o diretor de assuntos educacionais do Sintese, Neilton Diniz.

Nesta quinta-feira, 5, o Sintese irá fazer uma assembléia para passar para os docentes o que foi discutido na reunião desta segunda. Por enquanto, já que as escolas da rede pública estão de férias não há indicativo de greve. Mas, dependendo da posição do Governo, em relação à implementação do piso a paralisação da categoria não está descartada.

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