UFS aprova retorno das aulas de maneira remota; DCE se mantém contra

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Conepe aprovou retorno das aulas de forma remota (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O retorno às aulas – porém de maneira remota – na Universidade Federal de Sergipe (UFS) está previsto para o dia 5 de outubro. A retomada foi aprovada pelo na noite da última quarta-feira, 3,  pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conepe). O Diretório Central do Estudantes (DCE) se mantém contra e cobra clareza quanto às condições do ensino remoto.

De acordo com a UFS, a reunião do Conepe ocorreu de forma virtual e contou com 41 conselheiros. Destes, 27 votaram a favor da retomada das atividades acadêmicas e 14 foram contrários à proposta.
A discussão foi pautada, segundo a UFS, por um plano de retomada elaborado em um grupo de trabalho com 40 participantes regulando o retorno de forma remota.

Ainda segundo a UFS, em breve deverão ser publicados os editais que visam garantir aos estudantes as condições de acesso às aulas, dentre eles o de apoio financeiro para aquisição de equipamentos, acesso à internet e tecnologias assistidas.

DCE

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O presidente do DCE, Luiz Felipe, revelou que se as Entidades estudantis se reuniram na tarde desta quinta-feira, 2, com representantes do MPF, na qual foram relatadas pelos estudantes as problemáticas envolvendo a modalidade ensino remoto emergencial aprovado. De acordo com ele, o próprio MPF vai protocolar um ofício nos próximos dias solicitando a UFS informações sobre a retomada das aulas.

“As informações sobre o fornecimento dos auxílios para a inclusão digital seguem ainda muito superficiais, tendo em vista que não tivemos acesso a quantidade de aparelhos, que serão distribuídos e como este estudantes serão contemplados com este auxílio. Contudo, só o fato de haver um Edital de seleção, prevê-se que alguns estudantes serão excluídos. Tendo em vista a esta falta de transparência, será que até o dia 5 de outubro a UFS vai garantir essa estrutura necessária para atender os estudantes?”, questiona. “Se o estudante não consegui acompanhar as primeiras semanas de ensino, ele já estará sendo prejudicado”, alerta.

Os estudantes, segundo Luiz Felipe, defendem que a UFS garanta todas as condições necessárias para o acesso ao ensino, como também a permanência destes estudantes matriculados. “O ensino remoto privilegia estudantes com melhores condições sociais. Se não olharmos para estas desigualdades, que afetam principalmente estudantes cotistas, de baixa renda, mães, desempregados e estudantes com deficiência, estaremos erguendo um muro na única universidade pública de Sergipe. Um verdadeiro apartheid”, destaca.

 

Por Verlane Estácio com informações da UFS

 

A matéria foi atualizada às 20h30 para acréscimo de informação.

 

 

 

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