Veja os melhores destinos para fazer intercâmbio de trabalho e estudo

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“A importância do intercâmbio é transformar o estudante num cidadão do mundo”, avalia Liliane Cavalcante (Foto: Portal Infonet)

Não faz muito tempo que fazer intercâmbio era sinônimo de viajar apenas para os Estados Unidos. Atualmente, porém, os destinos escolhidos por muitas pessoas passam longe da terra do ‘Tio Sam’. Segundo as gerentes de uma agência de intercâmbio da capital, Canadá, Dublin, Austrália, Nova Zelândia e Espanha tem sido alguns dos lugares mais procurados por aqueles que desejam trabalhar e, ao mesmo tempo, aperfeiçoar algum idioma.

Liliane explica a importância do intercâmbio e os principais países escolhidos pelos estudantes (Foto: Portal Infonet)

“A importância do intercâmbio é transformar o estudante num cidadão do mundo”, avalia Liliane Cavalcante, diretora de uma agência. Segundo ela, ao aperfeiçoar algum idioma o aluno terá uma enorme facilidade de comunicação. “Aprender um idioma no seu país de origem é bom. Mas aprender no país onde o idioma é falado por todos é muito melhor”, destaca.

De acordo com ela, durante o intercâmbio o estudante terá a vivência de um cidadão daquele país, assim irá se comunicar todos os dias usando a língua oficial e, com isso, a pronúncia será aprimorada. “O aluno mergulha completamente no idioma”, afirma. Entre o querer viajar e o está com bilhete de viagem na mão, contudo, exige alguns caminhos a seguir.

Planejamento
Liliane orienta que os estudantes devem começar a se planejar com no mínimo seis meses de antecedência. “Só o visto, a depender do país que é escolhido, demora entre dois e três meses”, alerta. Ainda segundo ela, há também outros fatores importantes que é preciso escolher, como o país, a duração do intercâmbio e a modalidade de trabalho ou estudo que a pessoa deseja.

‘Top Five’

Ainda segundo Liliane, quando o assunto é destino para intercâmbio, Canadá, Dublin, Austrália, Nova Zelândia e Espanha largam na frente. “No Canadá, por exemplo, o aluno recebe um certificado ou diploma de qualificação para estar no país”, afirma. Ela informa também que o governo tem programas que incentivam o trabalho por lá. Já em Dublin, capital irlandesa, há uma facilidade que atrai ainda mais pessoas. “Ela tem uma grande vantagem em relação ao visto. O brasileiro pode permanecer lá por três meses sem ele. Com isso, pode tranquilamente fazer o visto lá”, afirma. “Geralmente os estudantes que vão para Dublin costumam ficar 8 meses por lá, que é o tempo médio do intercâmbio’, completa.

Já nos outros países, como Austrália, Nova Zelândia, e Espanha, o tempo médio de um intercâmbio gira em torno de 16 semanas, por volta de quatro meses. Liliane explica que nestes destinos há também um junção importante entre trabalho e estudo. “Os estudantes podem aperfeiçoar o idioma enquanto trabalham. É um ganho dobrado”, pontua.

Custo/benefício
Liliane explica que os custos para o intercâmbio variam conforme o país. “O Canadá geralmente é um dos países preferidos por causa do valor do dólar, que apresenta uma cotação mais barata”, detalha. Mas mesmo assim, ela garante que não há grandes diferenças entre valores para os demais países.

De acordo com Liliane, uma temporada de quatro meses pode girar em torno de R$ 8 mil a 10 mil, a depender das variações cambiais no momento da contratação do pacote de intercâmbio. “Em cursos de convencionais de inglês, por exemplo, o aluno estuda em média duas horas por semana. Ao viajar, ele terá contado diariamente com a língua. É um ganho certeiro”, avalia. “Além do mais, como o estudante vai trabalhar também durante a estadia, em pouco tempo ele consegue reaver este o valor investido”, acrescenta.

Maria detalha como funciona o intercâmbio de trabalho nos EUA (Foto: Portal Infonet)

Sonho americano

Segundo a também diretora da agência de intercâmbio, Maria Cavalcante, para aquelas pessoas que desejam viajar exclusivamente para trabalho, os Estados Unidos oferecem vagas de empregos para os ramos de turismo e hotelaria. “O aluno vai para lá a fim de trabalhar durantes as férias universitárias”, afirma. Ela destaca, porém, que é necessário preencher alguns requisitos básicos, como um bom conhecimento da língua inglesa, por exemplo. “A pessoa candidata a alguma vaga deve ter nível de inglês entre intermediário e avançado, idade entre 18 e 28 anos, além de ser universitário”, explica.

Maria informa que o processo é bem simples. “O candidato vai à agência, é mostrado as opções de emprego e a pessoa escolhe a proposta que mais combina com o perfil de trabalho desejado”, resume. A partir daí, é realizada uma entrevista via rede social entre a pessoa responsável pela vaga de emprego e o candidato. “Há nessas ofertas tudo sobre o destino do aluno. Local de trabalho, horário e salário. O aluno já viaja sabendo aonde ele vai e toda sua rotina de trabalho”, detalha.

Ainda segundo ela, é importante que as pessoas tenham consciência que os embarques para o intercâmbio de trabalho ocorrem geralmente no mês de dezembro, considerado período de alta temporada por lá. “É preciso que haja um planejamento prévio para saber se nas datas estipuladas a pessoa terá disponibilidade para viajar”, alerta.

por João Paulo Schneider 

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