Vestibular: cursos de curta ou longa duração?

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Cefet oferece cursos de curta duração
“O que você vai ser quando crescer?” Essa pergunta tão corriqueira, que ouvimos principalmente quando somos crianças, só ganha seu real sentido quando se está diante do tão conhecido vestibular.

 

As universidades oferecem um grande leque de cursos de graduação, desde os mais tradicionais, como Medicina, Engenharia e Direito, até os mais contemporâneos como, por exemplo, Produção de Moda e Design Gráfico. Entretanto, mesmo com tantas opções, há pessoas que não querem cursar uma graduação na universidade, que preferem um curso mais rápido, mais voltado para o mercado de trabalho. A tradição da graduação universitária, então, não faz parte dos interesses dessas pessoas.

 

“Devido à cultura educacional do nosso país, que é baseada na cultura francesa de ensino, os cursos universitários ainda são mais bem vistos e pela nossa sociedade. As pessoas costumam ver os cursos técnicos, sejam eles de nível superior ou não, como inferiores aos demais. No entanto, os cursos de curta duração desempenham papéis tão importantes quanto os de qualquer universidade. Acredito que esse panorama é fruto de um mal esclarecimento as sociedade acerca da real necessidade dos cursos de curta duração”, diz Edivaldo Oliveira, diretor de ensino do Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe (Cefet/SE).

 

Ele explica que a mudança de título da antiga Escola Técnica Federal proporcionou uma melhor qualificação de ensino, beneficiando os estudantes e o próprio mercado de trabalho. “Foi um processo difícil, mas hoje percebemos grandes resultados. Antes, só oferecíamos cursos técnicos profissionalizantes. No entanto, em 2002, o MEC baixou uma portaria permitindo a criação de ursos técnicos de Nível Superior, dando maiores oportunidades aos alunos”, diz Edivaldo.

 

O Cefet/SE oferece duas modalidades de cursos técnicos: subseqüentes e integrados. Os primeiros são cursos semestrais, com duração de dois anos, feitos para aqueles que já concluíram o Ensino Médio e querem uma especialização técnica. “Normalmente, esses cursos são feitos por pessoas que já estão no mercado de trabalho e querem resultados a curto prazo”, explica Edivaldo. Já os cursos integrados, têm duração de quatro anos e são oferecidos anualmente para pessoas que concluíram o Ensino Fundamental. “O tempo do curso é maior porque além do curso técnico, há a formação no Nível Médio”, diz o diretor do Cefet/SE.

 

Além dos cursos técnicos, a instituição também oferece cursos de nível Superior voltados para a área de Tecnologia, com duração de três a três anos e meio. “Diferente dos cursos de graduação oferecidos pelas universidades, que estão voltados para a pesquisa e para a parte acadêmica, nós priorizamos principalmente a preparação do aluno para a entrada no mercado de trabalho. Aqui as pessoas aprendem mais fazendo que lendo”, completa.

 

 

Carlos Vicchiatti
Além dos tradicionais cursos de graduação, a Universidade Tiradentes também oferece cursos de curta duração para seus alunos. Através destes, é permitida uma inserção de maior qualidade no mercado de trabalho, pois a intenção destes cursos é a especialização profissional dentro de uma determinada área de trabalho. “Os cursos de curta duração, aos quais chamamos cursos de natureza técnica, têm duração de, em média, dois a três anos e são voltados para atender as necessidades do mercado, que cada vez mais necessita de profissionais especializados”, explica Carlos Vicchiatti, Pró-reitor adjunto de graduação de Unit.

 

Segundo ele, as duas modalidades de curso atendem a necessidades bastante distintas e, portanto, não devem ser comparadas nem vistas como uma superior à outra. “Os cursos de graduação oferecem um maior gama de conhecimento propiciando, assim, um conceito mais amplo da profissão. Já os cursos tecnológicos, têm como prioridade a especialização, mostrando, sobretudo, a prática”, diz.

 

Pra exemplificar, ele faz uma análise de dois cursos que representam modalidades diferentes: a graduação em Comunicação Social e o Técnico em Radialismo. “Na graduação, o aluno terá um conhecimento mais amplo da profissão, verá disciplinas como Sociologia, Filosofia e Teorias da Comunicação, que servem para fundamentar a prática. Já no curso técnico, o aprendizado é voltado para a prática, apenas para o Rádio, sem a necessidade das matérias teóricas porque o que interessa aqui é a preparação do profissional para sua entrada no mercado de trabalho”, explica.

 

Independente da escolha, o estudante deve priorizar suas aptidões e suas necessidades. “Não se pode pensar que a universidade é melhor que o curso técnico ou vice-versa. O estudante é que será responsável pelo seu melhor, pelo melhor que pode oferecer e, com certeza, isso não é responsabilidade do tipo de curso, mas sim da capacidade de determinação de cada um”, diz Edivaldo Oliveira.

 

Até o fechamento desta matéria, não foi possível encontrar o professor responsável pelos assuntos de graduação da Universidade Federal de Sergipe.

 

 

Por Jéssica Vieira e Raquel Almeida

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