Flamengo e Botafogo recrutaram ex-funcionários da Coopeb

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Flamengo e Botafogo utilizaram-se de expediente oportuno – mas, sem dúvida, retrógrado – para dispor de pessoal no quadro móvel de seus jogos na primeira rodada do Campeonato Carioca.

Com a decisão da Federação de Futebol do Rio (Ferj) em delegar aos mandantes a responsabilidade deste quadro, os clubes em questão optaram por contratar ex-funcionários da Coopeb, cooperativa que prestava serviços ao Maracanã até 2004 e que está sendo investigada por evasão de renda e fraude de borderôs pelo Ministério Público – em ação que afastou da Ferj o ex-presidente Eduardo Viana, o “Caixa D‘Água” e o ex-vice Francisco Aguiar.

O coordenador de arrecadação e fiscalização do Flamengo, Flávio Alves Pereira, confirmou o fato.

– Foram chamados pelo Flamengo 10 ou 11 bilheteiros que já trabalhavam há tempos no Maracanã. Não havia nada que os desabonasse. Em todo lugar, há gente boa e gente ruim – justificou Flávio.

O diretor jurídico do Botafogo, Vantuil Gonçalves, negou o recrutamento do pessoal. Reiterou que, assim como em Caio Martins, nos jogos em que o Botafogo tem mando de campo no Maracanã trabalham apenas os funcionários do clube.

Contradição

O clima destoante é mais visível em outro aspecto. Uma ex-secretária de Caixa D'Água foi contratada, em comum acordo entre Flamengo e Botafogo, para trabalhar na arrecadação e distribuição de bilheterias, na 1 rodada.

– Ela é experiente nesta função. Achamos que seria muito útil – atestou Flávio Alves Pereira.

O Botafogo, por sua vez, negou.

– Eu a vi no estádio, mas não a contratamos. Pelo que sei, ela trabalhou pela Ferj – disse Gonçalves.

A Ferj afirmou que esta funcionária pediu licença médica por 15 dias. Depois disso, deve ser afastada.

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