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Antônio Oliveira e seu time "Verde Brasil" (foto: Igor Matheus/ Portal Infonet) |
Entre os finalistas do Campeonato Sergipano de Futebol de Mesa, uma figura circulava de boina, camisa do Confiança e uma vontade incontrolável de contar histórias. “Está vendo essa bolinha branca aí? Ela foi desenvolvida por um sergipano. Este que fala com você”. Com orgulho típico de quem sabe que contribuiu muito com o esporte, o aposentado maruinense Antônio Oliveira, conhecido como “Verde Brasil”, não perde nenhuma oportunidade de mostrar que ajudou, com suas criações, a escrever a história do futebol de mesa no Brasil.
Praticante da modalidade desde 1955, Antônio se filiou à então Liga Sergipana de futebol de mesa em 1970. E depois de um tempo começou a se incomodar com as limitações da bola que era usada nas partidas. “Era um botãozinho de camisa chamado ‘olho de boi’, com dois furinhos, e que tinha desempenho diferente para cada lado. Alguns chegavam a jogar com sementes e até com o chamado milho quadrado. Até que um dia decidi fazer uma raspagem em um desses botões para deixá-los com lados iguais. E resolvi tapar os dois buracos”. Estava criada a bola oficial do futebol de mesa, que desde 1979 é adotada em todos os campeonatos.
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As bolinhas desenvolvidas pelo sergipano são usadas até hoje como oficiais |
E não foi só isso. Atento às limitações dos equipamentos, Oliveira “Verde Brasil” também se orgulha de ter projetado a aplicação em acrílico das linhas do campo, as proteções plásticas das traves e das hastes das redes que margeiam o tabuleiro – detalhes que ajudaram a proteger os botões dos impactos – e redefiniu o tamanho da área do goleiro.
Além de inventor, ele mesmo foi fabricante de campos de futebol de mesa e de botões, até abandonar a atividade em 1998. “Mexer com tantos produtos químicos acabou prejudicando minha saúde e eu tive de me afastar. Mas era mais um hobby. Eu acaba vendendo mais barato que todo mundo, e tinha encomenda de embaixadas de vários países”, conta. Para completar, seu Antônio mostra que suas invenções também vêm acompanhadas de “invencionices”. “O pessoal gosta de gritar e pular a cada gol. Eu inventei outra coisa. Toda vez que faço um gol, tiro minha gaitinha do bolso e dou uma sopradinha. Olha aí mais uma inovação”, brinca.
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