Japão bate Suécia, mas não garante classificação

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(Fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet)

Os treinos em Aracaju não adiantaram muito para a seleção japonesa de futebol masculino. Na noite desta quarta-feira, 10, na partida anterior ao jogo do Brasil na Arena Fonte Nova, a seleção nipônica fez valer seu domínio, bateu a Suécia por 1 a 0, mas não se classificou pela chave B. Os classificados foram Nigéria e Colômbia.

É claro que a torcida baiana, chegada em times inusitados, abraçou a causa japonesa. Não que eles não tivessem torcida – uma muito estranha, por sinal. Lá pelas tantas, uns 50 japoneses puxaram um coro que lembrava a peça “The Entertainer”. Impensável que meia centena de gente se reúna pra cantarolar algo com tão complicado. Mas é por isso que são japoneses.

E o Japão estava melhor em campo. Marcação firme na saída de bola sueca, mais oportunidades de ataque e triangulações. No fim de uma delas, aos 23, Minamino chutou de longe e a bola tinha endereço, mas o goleiro Linde catou. E à medida que o jogo passava sem nada acontecer, quem crescia era o gripo japonês – da torcida. Com seus gritos de guerra estranhíssimos, seus cantos de desenho animado e uma batida de tambor capaz de arruinar o juízo de qualquer um, os nipônicos roubaram a cena de um primeiro tempo muito, mas muito ruim.

Yajima, camisa 9, vai pra galera: torcida ajudou e Japão chegou ao gol

Já o segundo tempo começou mais animado. Logo no primeiro minuto, Nakajima recebeu na entrada da área, cruzou rasteiro, mas Koroki não conseguiu chegar a tempo. Aos 18, Linde deu rebote após cabeçada e Asano, na sobra, chutou em cima do goleiro. Mas no minuto seguinte o Japão resolveria. Ohshina disparou pela esquerda, ganho da marcação e serviu rasteiro para Yajima completar na pequena área: Japão 1 a 0.

O gol mostrou que o Japão era mesmo o dono do jogo. Aos 23, Yajima aproveitou cruzamento da esquerda para cabecear nas redes… pelo lado de fora. Aos 30, Ueda aproveitou passe de cabeça de Suzuki e colocou dentro das redes – mas o juiz viu falta de ataque e anulou tudo. E nada mais aconteceu que alterasse o placar. No apito final, os japoneses pareciam mais abatidos que os próprios suecos: a vitória heroica na Fonte Nova não havia servido pra grande coisa.

Por Igor Matheus
De Salvador-BA

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