Sergipana mostra que tatame também é lugar de mulher

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Lis adquiriu grandes conquistas em apenas 10 meses de jiu-jitsu (Fotos: Portal Infonet)

A atleta de jiu-jitsu Lis Barreto, junto com seus companheiros de equipe, está em busca de patrocínio para participar da competição mundial, que vai acontecer entre os dias 19 e 22 de julho na cidade de São Paulo. A lutadora, que treina há apenas 10 meses, já conseguiu grandes títulos, dentre eles o de campeã brasileira da região nordeste, e de campeã sulamericana.

Lis alega que o esporte recebe pouco apoio no Estado e que, muitas vezes, nem com a ajuda da imprensa, alguma empresa ou instituição se oferece para ajudar os atletas. “Precisamos de ajuda com hospedagem, alimentação e com o pagamento da taxa de inscrição R$ 150”, contou Lis, que deve viajar com mais três atletas.

Interessados em colaborar com os custos da viagem podem entrar em contato com a própria atleta através do número 9116-9826, ou com o seu treinador Paulo Aquino por meio do telefone 9998-9808.

Lis Barreto treinando com o atleta Jefter Pedreira

Paixão por acaso

O interesse pelo jiu-jitsu de Lis surgiu por acaso. Tudo começou quando a atleta foi à academia para assistir a uma aula de muay thay. Porém, na ocasião estava acontecendo o treino o jiu-jitsu. “A convite de Paulo Aquino, assisti à aula duas vezes e acabei gostando. Passei a frequentá-las e minha rotina de treinos foi só aumentando”, contou.

Lis disse que o esporte lhe trouxe muitos benefícios, dentre eles a regularização do sono, a melhoria da alimentação e a diminuição da incidência de doenças. Com relação ao estereótipo violento que algumas pessoas conferem ao esporte, a atleta discorda e apresenta seu argumento de defesa. “Jiu-jitsu não trabalha com força, e sim com jeito”, esclareceu.

Preconceito

Treinador de jiu-jitsu Paulo Aquino

A atleta alega que existe preconceito pelas mulheres também praticarem jiu-jitsu, e confirma que ainda existe aquela imagem de que moças que lutam tem que ter o corpo forte. “O preconceito está fora do esporte. Dentro da academia todos os rapazes me respeitam. Com relação ao porte das atletas do jiu-jitsu, eu mesma sou magra e não tenho problemas com o meu peso durante as lutas”, ressaltou.

Determinação

O treinador Paulo Aquino, que acompanha Lis desde o início, destaca que a atleta, além de disciplinada é esforçada. “Tem gente que está no esporte há muitos anos e não conseguiu adquirir os títulos que em dez meses ela conquistou”, ressaltou.

Paulo ainda aproveitou a oportunidade para falar de um atleta que, mesmo após sofrer um acidente de moto e perder os movimentos do braço esquerdo, não desistiu do jiu-jitsu. “Jefter Pedreira é um exemplo de superação. Apesar de tudo, ele jamais quis desistir”, finalizou o treinador.

Por Monique Garcez e Allana Andrade

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