Técnico do Sergipe é demitido

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Depois de pouco mais de 50 dias à frente do Sergipe, o técnico Ribeiro Neto foi demitido na última segunda-feira. O fato só veio a público na manhã de ontem. O preparador físico Claudemir Menezes assumiu a equipe interinamente com o novo treinador devendo ser anunciado em 48h. Na próxima quarta-feira, dia 02, a equipe rubra estréia oficialmente na temporada 2005 contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), pela Copa do Brasil. Se perder em Aracaju por 2 a 0 o Sergipe estará eliminado da Segunda Fase da competição.

Sob o comando de Ribeiro Neto, a equipe realizou três amistosos vencendo nos dois primeiros, realizados no Estádio João Hora de Oliveira a Seleção de Frei Paulo por 14 a 0, e em seguida a Seleção de Japaratuba por 2 a 0. No último domingo, em Arauá, o Mais Querido apenas empatou em 1 a 1 com a seleção local. Comenta-se que uma das justificativas alegadas pela diretoria rubra para demitir o treinador foi o fato dele não ter definido o esquema tático nem um time-base para enfrentar o Cruzeiro.

Ari Resende – O presidente do Conselho Deliberativo do Sergipe, Ari Resende, disse que a rescisão de contrato de Ribeiro Neto foi apenas um ato administrativo. Foi uma questão de ética para preservar o profissional. “Por meu intermédio, o indiquei por ser um profissional moderno e criativo, no entanto, não podemos polemizar detalhes da questão, porque quem dirige um time muitas vezes tem que tomar medidas agradáveis e desagradáveis, e não viver de emoções”, justificou.

O dirigente alegou ainda, que futebol é como política, o presidente da República, o governador ou prefeito pode modificar o ministério ou secretariado a qualquer momento. Ari Resende garantiu que a saída de Ribeiro Neto não estava cogitada, mesmo porque, se houvesse um novo nome ele já teria sido apresentado imediatamente. “Vou me reunir às 16h de hoje  com o Motinha para estudarmos o substituto do Ribeiro”, afirmou, reconhecendo que a partir de agora, a sete dias da estréia na Copa do Brasil a situação se torna ainda mais delicada.

Ribeiro Neto – Por sua vez, Ribeiro Neto considerou sua demissão como uma atitude normal no futebol sergipano, uma vez, que a diretoria do Sergipe avaliou seu trabalho, mas não ficou satisfeita. “Treinador é como secretário. O prefeito ou governador não está satisfeito com o serviço demite”, comparou, garantindo que seu relacionamento com o vice-presidente do clube, Ramon Barbosa, foi tranqüilo. “A direção de qualquer clube tem o direito de contratar e demitir a qualquer hora”, destacou.

Quanto a justificativa de que ainda não tinha uma equipe definida para enfrentar o Cruzeiro pela Copa do Brasil na próxima quarta-feira, Ribeiro Neto negou, garantiu que tinha em mente a escalação armada do time, escalação essa, que por diversas vezes repetiu nos treinos, coletivos e amistosos realizados. Ele não quis revelar a equipe que havia definido. “Já passou”, argumentou, dizendo que a cabeça de treinador raciocina de uma forma, enquanto a diretoria dos clubes e os torcedores de outra. E por aí vai.

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