Alese aprova projeto do MP que troca cargos efetivos por CCs

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A matéria foi aprovada por maioria, recebendo votos contrários da oposição (Foto: Portal Infonet)

A Assembleia Legislativa realizou votações durante esta quarta-feira, 15. Na pauta, vários projetos. Mas o que mais levantou discussões, foi o Projeto de Lei nº 86/2019, de autoria do Ministério Público de Sergipe, que extingue cargos efetivos e cria cargos comissionados na instituição. A matéria foi aprovada por maioria, recebendo votos contrários da oposição.

O deputado estadual Georgeo Passos, Cidadania, foi um dos que se posicionou contra o PL. O parlamentar lamentou a aprovação da proposta e disse que não se justifica a extinção de cargos efetivos para a criação de vagas para comissionados. “Por que não preencher os cargos através de concursos? Não há razões para se trocar efetivos por comissionados”, afirmou.

Georgeo Passos (foto: Ascom Parlamentar)

A intenção é extinguir 53 cargos. Serão 33 de analista do Ministério Público – ou seja, cargos de nível superior – sendo que destes 18 são para formados em Direito. Além disso, serão suprimidos 20 cargos de técnico do MP – que são de nível médio – totalizando assim 53 cargos eliminados. Ao mesmo tempo, o PL propôs a criação de 15 cargos de comissão de nível superior e outros 10 de qualquer nível – chegando a 25 cargos ao todo.

Para o parlamentar, o MP/SE mostra contradição com esta medida. “Vemos que o Ministério Público tem cobrado – com razão – que prefeituras, órgãos públicos e até mesmo à Assembleia Legislativa que diminuam os comissionados e contratem efetivos para o seu quadro de funcionários. Por outro lado, ao invés de dar o exemplo, o MP faz o contrário”, afirmou.

“O Ministério Público, com razão, tem buscado que os gestores públicos realizem concurso. O órgão, inclusive, moveu uma ação civil pública contra a Assembleia pedindo isso. Mas vejam só: com essa mudança, o MP abrirá vagas para menos efetivos em um futuro concurso público que venha a realizar. Onde está a coerência?”, questionou Georgeo.

Fonte: assessoria parlamentar 

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