Ana Lúcia denuncia agressões a estudantes

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Ana Lúcia conversa com estudantes na Assembleia (Foto: Portal Infonet)

Como professora  militante do Movimento de Direitos Humanos, a deputada estadual Ana Lúcia ocupou a tribuna na tarde desta segunda-feira, 26, para chamar a atenção da sociedade para a falta de segurança que os estudantes da UFS de Laranjeiras tem sofrido. Representantes estudantis de Laranjeiras e de Lagarto estiveram em audiência, na manhã desta segunda-feira, com a deputada Ana Lúcia e o deputado João Daniel para apresentar suas reivindicações – entre elas a falta de segurança – e pedir que os parlamentares auxiliem na mediação e ajudem a buscar alternativas para as pautas estudantis.

Além dos frequentes assaltos e arrastões que já aconteceram dentro do campus universitário de Laranjeiras, os estudantes contam que a residência universitária já foi invadida e que alguns grupos têm ameaçado invadir o prédio da universidade para agredir os estudantes, por meio de redes sociais. “A residência masculina está sendo ameaçada de invasão. A residência feminina já foi invadida, uma menina já teve uma arma na cabeça. Isso é muito sério”, contou a deputada, que é presidenta da Comissão de Direitos Humanos da ALESE.

Ana Lúcia explicou que, assustados com o nível de violência  na cidade, os estudantes tem feito alguns atos públicos pedindo segurança para eles e para toda a população laranjeirense. “Eles fizeram cartazes e pregaram na universidade com fita adesiva justamento para chamar a atenção da população sem estragar o patrimônio público”, defendeu a parlamentar. Os atos, no entanto, geraram polêmica, sobretudo nas camadas mais conservadoras, e medo nos estudantes.

Uma das ações mais dramáticas diz respeito à publicação de uma coluna, chamada “Zé Povinho”, num jornal que circula no município de Laranjeiras intitulado “A voz do município”. Ana Lúcia conta que o jornal aponta os estudantes da universidade como responsáveis pelo agravamento da violência urbana no local, bem como pelo aumento do uso de drogas na cidade.

“Se utilizando uma linguagem chula e inadequada para um veículo de comunicação, o texto publicado estimula o sentimento de perseguição e vingança na população contra nossa juventude. Estimula a ideia de que um grupo é superior a outro e que a cidade pertence apenas a alguns. Essa não é uma linguagem jornalística, não é uma linguagem informativa. É uma linguagem que incentiva e acirra os problemas sociais”, critica a parlamentar.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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