Asfaltando praças: prefeito reprova consulta popular

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João e Vinícius reprovam consulta popular (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

O prefeito João Alves Filho (DEM) e o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Vinícius Porto (DEM) não veem necessidade de consultar a população para definir o tipo de pavimentação que deve ser feita nas praças públicas de Aracaju. “Já pensou fazer plebiscito em cada coisa que vamos fazer? Assim, não vai andar nada. Fazer uma eleição para decidir tudo é coisa que não funciona na prática”, reagiu o prefeito João Alves, numa referência à postura do vereador Iran Barbosa (PT), que considerou o uso de asfalto para cobrir as pedras portuguesas da Praça da Bandeira, sem uma consulta prévia à população, como uma afronta à Lei Orgânica do Município.

Para o prefeito, o parlamentar está desempenhando o papel de oponente. “Ele [Iran Barbosa] é um vereador de oposição e tudo que fizermos, todas as soluções serão criticadas por ele”, enalteceu. O prefeito explicou os motivos que levaram a administração municipal a optar pelo uso de asfalto para cobrir as pedras portuguesas. “As pedras portuguesas são bonitas e devem ser preservadas, mas precisa de uma manutenção efetiva, permanente”, ressaltou. “Não estamos reinventando a roda, é uma inovação que está sendo usada em várias partes do país”, considerou. 

O prefeito garantiu que a prefeitura fará intervenções no centro da cidade para corrigir os afundamentos do piso provenientes de defeitos na rede de drenagem ou de esgoto e recuperar as grelhas de cimento para coleta de águas pluviais depredadas, além de fazer outros reparos nos calçadões. Mas garantiu que, naquela região, todas as pedras portuguesas serão preservadas.

Eleição

Na ótica do vereador Vinícius Porto, o prefeito teve o aval do povo para gerir a cidade da forma que considerar mais conveniente quando foi eleito, em 2010. “O povo aracajuano deu ao prefeito João Alves, através do voto, a possibilidade de gerir a cidade pelos próximos quatro anos e isto foi uma conquista democrática”, observou. “Então, a consulta popular maior que houve foi há dois anos com a eleição. Já imaginou fazer uma consulta popular em toda ação que o prefeito fizer? A prefeitura não anda”, comentou.

Por Cássia Santana

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