Coletivos: prefeito anunciará solução esta semana

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João e Georlize: entendimentos para substituir VCA (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

O prefeito João Alves Filho (DEM) ainda não definiu a empresa que substituirá a Viação Cidade de Aracaju (VCA) que teve a permissão cassada por meio de decreto da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de Aracaju.

Mas, nesta segunda-feira, 29, o prefeito assegurou que até o final desta semana estará anunciando definitivamente o nome da nova empresa que vai operar o sistema. “Baseado nas negociações, que tem varado a madrugada, acreditamos que nesta semana tenhamos posições bem claras para dar à população”, revelou.

Não é tarefa fácil, na ótica do prefeito. Embora volte a defender a licitação como medida definitiva para por fim ao caos que se instalou no transporte coletivo, o prefeito adianta que a nova empresa vai entrar no sistema sem garantias futuras. E neste processo de emergência, conforme observou, será escolhida aquela que apresentar o melhor cronograma para operar o sistema.

Assim como também pesará o número de veículo que será disponibilizado, conforme alerta a secretária municipal da Defesa e Cidadania, Georlize Teles, que está conduzindo todo o processo. Ela explicou, ao Portal Infonet, que não há tempo hábil para a prefeitura realizar chamamento público para escolha da empresa que substituirá a VCA no sistema de transporte público da rede metropolitana. “Pela urgência, será aquela que oferecer o melhor cronograma de operação, associado ao número de ônibus que serão disponibilizados”, comentou a secretária.

Segundo a secretária, a prefeitura chegou a negociar com cerca de dez empresas, mas elas próprias foram se auto-desclassificando em função de divergências na tecnologia. “A tecnologia destas empresas é diferente à tecnologia do nosso sistema de integração”, comentou. “Mas há três na disputa final”, informou.

Intervenção

João Alves: excesso de paciência com a VCA

O prefeito João Alves Filho revelou que não tem poderes para exigir que os funcionários que estão se desligando da VCA sejam absorvidos pela nova empresa que vai substituí-la no sistema. “Há questões trabalhistas, que é um problema da justiça do trabalho”, observa. “Não posso ser penalizado por um relacionamento entre uma empresa privada e funcionários”, comenta o prefeito.

Mas a migração dos trabalhadores da VCA para a nova empresa está na ordem dos entendimentos, segundo o prefeito. Por outro lado, João Alves garante que a medida adotada pela prefeitura para cassar a permissão da VCA cumpriu todas as etapas, bem diferente dos argumentos do advogado Gilberto Vieira, que responde pelas empresas cassadas. “Se tenho alguma coisa para me culpabilizar é do excesso de paciência”, desabafou o prefeito.

João Alves informou que o interesse do advogado estava voltado para uma intervenção da prefeitura na empresa. “Parece bonito, mas a intervenção, neste momento, seria um prêmio para a incompetência, para a inadimplência, para a irresponsabilidade”, assegura. “Se eu fizesse isso, eu iria obrigar a prefeitura a assumir o passivo, que anda em centenas de centenas de milhões e, se eu fizer isso, vou inviabilizar a prefeitura por 100 anos. Não vou atender a interesse de lobby, estou aqui para atender a interesses do povo”, conceituou.

O prefeito voltou a defender a licitação para a toda região metropolitana e anunciou que a medida será debatida em audiência pública no próximo dia 31 no Ministério Público Estadual e aguarda que o aval do Governo do Estado seja anunciado antes desta audiência.

O prefeito voltou a frisar que o sistema BRT será um dos instrumentos usado pela PMA para solucionar os problemas do sistema de transportes e revelou que, na licitação, pretende definir critérios rigorosos para impedir que o usuário passe grande espaço de tempo aguardando o coletivo nos pontos.

Por Cássia Santana

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