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Waldir Rodrigues: segmentos afetados devem ser ouvidos (Foto: Arquivo Portal Infonet) |
Os sindicatos que representam os servidores públicos estaduais e a Central Única dos Trabalhadores (Cut) não estão satisfeitos com as medidas adotadas pelo Governo do Estado por meio de decreto publicado no último dia primeiro como alternativa para enxugar a máquina administrativa e reduzir despesas.
Para a Cut, conforme nota pública divulgada nesta quinta-feira, 4, as exonerações de cargos em comissão anunciadas por meio de decreto estão atreladas a futuras renomeações e, por este motivo, caracterizam “flagrante ludibriação, que não produzirão nenhuma transformação”.
Na nota, a Cut faz observações curiosas quanto às gratificações, levantando a suspeita de que os valores foram majorados durante o período eleitoral. “As vedações de despesas além de não garantirem redução significativa permanente limitam apenas à criação de novas despesas e não extinguem as comissões e gratificações discricionárias já existentes”, analisa a Cut, na nota divulgada para a imprensa.
“Além disso, a determinação contida no decreto de retorno da quantidade de gratificações de caráter discricionário ao patamar vigente em agosto de 2014, revela que houve aumentos excessivos na concessão dessas gratificações, entre o mês de setembro e os dias atuais, tempo este que curiosamente coincide com o período que a conjuntura estadual estava voltada para o processo eleitoral”, analisa a Cut, na nota.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, reconhece a necessidade de se realizar uma reforma administrativa que possa conter os gastos e enxugar a máquina administrativa, mas critica o fato do governador Jackson Barreto não discutir as mudanças com os servidores. “Nós estávamos esperando que as mudanças fossem feitas lá pra março, mas o governo antecipou e está fazendo tudo na surdina, sem ouvir os segmentos que serão afetados”, destacou o sindicalista.
Rechaça
O secretário Sales Neto, de Comunicação Social, diz que o “governo rechaça veementemente a informação de que houve aumento nas gratificações durante o período eleitoral”. Ele garante que o governo está agindo de forma coerente, seguindo as normas padrão usadas pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Por Cássia Santana
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