Déda: “Rodízio de água é culpa da Gautama e da Navalha”

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Marcelo Déda
A realização do rodízio de água em Aracaju tornou-se alvo de polêmicas políticas. Na manhã desta sexta-feira, 27, durante visita as obras da barragem do Rio Poxim, o governador Marcelo Déda afirmou que “a causa para a falta de água em Aracaju atende pelos nomes de Navalha e Gautama”.

Segundo o governador, as obras de construção da barragem do Rio Poxim e de duplicação da adutora do São Francisco, que impediriam a realização do rodízio, foram paralisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por uma série de irregularidades encontradas nas finanças do governo anterior. “As investigações do TCU constataram que sumiram R$ 200 milhões das contas da obra, que estava sob responsabilidade da Construtora Gautama”, denunciou Déda. 

Além disso, o governador informou que enfrentou dificuldades para retomar as obras por problemas na contabilidade do Estado. “O governo passado deixou Sergipe fora da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que impedia a contratação de empréstimos junto aos bancos”, ressaltou Marcelo Déda.

Retorno das obras

Déda visita obras da barragem / Foto: Márcio Dantas
Com a regularização das contas e com a aquisição de empréstimos junto à Caixa Econômica Federal foi possível dar novo impulso as obras, que devem ficar prontas entre dezembro deste ano e janeiro de 2010. “Com a construção da barragem e duplicação da adutora do São Francisco, os problemas de falta de água na Grande Aracaju durante o verão não se repetirão”, comemorou o governador.

Investimentos

Nas obras da barragem do Rio Poxim estão sendo investidos cerca de R$ 81 milhões. O valor é para edificação de um reservatório, que acumulará água durante as chuvas de inverno. Desse modo, quando chegar o verão, a água será utilizada, evitando que os moradores de Aracaju passem por outro período de racionamento de água. Já a duplicação da adutora do São Francisco receberá investimentos na ordem de R$ 140 milhões.

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