Deputado defende ajuda do poder público às empresas de transporte

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Deputado Zezinho Guimarães (MDB) entende que o poder público precisa buscar medidas ara ajudar as empresas de transporte público (Foto: reprodução de vídeo da Alese)

O deputado Zezinho Guimarães (MDB) fez um apelo, durante a sessão mista desta quinta-feira, 18, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), ao Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju para que busquem medidas, mesmo que paliativas, para ajudar as empresas que fazem o transporte coletivo de passageiros na capital e o transporte intermunicipal. De acordo com o parlamentar, as empresas enfrentam uma situação financeira complicada por causa da pandemia.

“As empresas de transporte intermunicipais e as empresas de transporte municipal estão praticamente falidas. Não só em função da problemática dessa pandemia, que veio agravar ainda mais, mas também por causa dessa avalanche de aplicativos e de clandestinidade de outras formas de transporte que acabam destruindo nosso sistema de transporte”, aponta.

Guimarães cita ainda o pedido, por parte dos órgãos fiscalizadores, de aumento da frota de ônibus para evitar aglomeração, e também o apelo da população para que não ocorra aumento no valor da passagem. De acordo com o parlamentar, houve uma redução de 45% na quantidade de posseiros no transporte público, o que também causa prejuízos ao setor.

“Os dois pedidos são justos, mas temos que entender que o combustível, o valor do veículo, o valor das peças, do pneu, tudo aumentou. Enfim, o custo da empresa não diminui numa velocidade proporcional com a redução na quantidade de passageiros, portanto, há uma lacuna que precisa ser ajustada”, diz.

O deputado entende que se em Sergipe e em Aracaju, tivesse uma licitação público do transporte, como acontece em outros estados e capitais, as empresas de ônibus estariam recebendo um subsídio do poder público para manter o equilíbrio econômico.

“Não podemos aumentar a tarifa porque evidentemente há um problema social. Aumentar a tarifa não é a solução e os empresários sabem disso porque a concorrência é desleal. Uma cidade que não tem um transporte público equilibrado só traz problemas. Então, o apelo que faço ao Governador e ao Prefeito de Aracaju é que sentem com o setor e encontrem uma solução, mesmo que temporária. Se ajudarmos as empresas do transporte a não sucumbir, estamos ajudando o pobre que é quem usa o transporte público”, conclui.

Sedurbs

A Diretoria Estadual de Transportes (Ditransp), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), responsável pela gestão do transporte intermunicipal, informou que não há qualquer provocação oficial por parte das empresas de Transporte Coletivo Intermunicipal de Passageiros. Segundo o órgão, para que o Governo do Estado tenha algum tipo de projeto relacionado à apoio a empresas privadas, é preciso que haja um pedido oficial para que possa ser feito qualquer tipo de estudo em relação à demanda.

SMTT

Em nota, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) informou que, devido às limitações orçamentárias, não tem condições para subsidiar o serviço do transporte público. Mas, junto a representantes de prefeituras e órgãos municipais de mobilidade urbana de todo o país, a direção da SMTT colaborou com o trabalho da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) no sentido de sensibilizar o Poder Legislativo e o Poder Executivo da União diante da realidade do setor.

“Esta ação resultou em um projeto de lei de auxílio financeiro para o setor do transporte público, com previsão de repasse de R$ 4 bilhões do Governo Federal para municípios com mais de 200 mil habitantes, visando garantir a normalidade do serviço de transporte público coletivo de passageiros em meio à pandemia de Covid-19. O projeto foi aprovado pelo Senado no mês de novembro, mas foi vetado pelo Presidente da República”, diz a nota.

Ainda segundo a SMTT, o órgão mantém diálogo com as entidades mencionadas, pois entende que, diante de uma crise compartilhada pela maioria das cidades de médio e grande porte, é preciso buscar uma solução federativa.

Por Karla Pinheiro

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