Ana Rosa, de Três Mulheres Altas, fala sobre estreia da peça em Aracaju

A montagem será apresentada neste sábado e domingo, 18 e 19, no Teatro Atheneu, com produção local da Villela Produções

Ana Rosa, uma das estrelas da peça, conversou com o Portal Infonet (Foto: Pino Gomes)

Aracaju recebe neste fim de semana o espetáculo Três Mulheres Altas, obra do dramaturgo Edward Albee que aborda, com sensibilidade e acidez, temas como envelhecimento, memória e identidade a partir do encontro simbólico entre três fases de uma mesma mulher. A montagem será apresentada , no Teatro Atheneu.

Em entrevista ao Portal Infonet, a atriz Ana Rosa, uma das estrelas da peça, falou sobre os desafios da obra, a recepção do público e os impactos da peça, que tem se destacado em turnê nacional.

Portal Infonet: “Três Mulheres Altas” trata de envelhecimento, memória e identidade. O que faz esses temas ressoarem de forma tão atual com o público de hoje?

Hoje é comum conviver com diferentes gerações dentro de uma mesma família. A gente ouve as pessoas estão aí com 80, 90 e até com 100 anos e com vida ativa. Então, o público que assiste, se for jovem, passa por essas experiências que são retratadas na peça. Quem já viveu mais revisita suas próprias experiências. Todo mundo se encontra na peça.

Fernanda Nobre, Ana Rosa e Helena Ranaldi trazem a peça a Aracaju (Fotos: Pino Gomes)

Portal Infonet: O texto de Edward Albee é considerado um dos mais marcantes do teatro contemporâneo. Quais foram os principais desafios e descobertas ao interpretar uma obra tão densa e premiada?

O maior desafio foi justamente interpretar uma personagem mais velha do que eu. No meu caso, tenho 83 anos e a minha personagem tem 92. Ela tem 8 anos a mais, vivências que talvez eu ainda venho a passar. Foi necessário a gente buscar no imaginário coletivo e nos estudos do texto com o nosso diretor, o Fernando Filbert, que também é muito experiente em termos de teatro, muito inteligente, muito sensível. Para levar para o público com toda a intensidade, com toda a densidade essas personagens.

Portal Infonet: A montagem vem sendo destaque por onde passa. Na sua avaliação, o que explica a força e a recepção tão positiva desse espetáculo?

Eu imagino que o sucesso desse texto está diretamente ligado à qualidade do texto. A mensagem que ele traz e por ele ser tão bem elaborado, tão aprofundado, o público aplaude, gosta. Nós estamos viajando desde o ano passado, geralmente se anuncia dois ou três espetáculos e quase sempre temos que abrir uma sessão extra pelo sucesso que faz.

Portal Infonet: Para o público de Aracaju, o que torna essa experiência imperdível? Que tipo de impacto vocês acreditam que a peça deixa após o fim?

Ana Rosa afirma que a apresentação na capital sergipana tem um significado especial, já que será a primeira vez que leva o espetáculo à cidade. A expectativa, segundo ela, é proporcionar uma experiência completa ao público. “É uma peça que faz pensar, mas também diverte. Quando termina, a sensação é de ter feito uma viagem pela própria vida”, conclui.

É um prazer muito grande essa oportunidade de me apresentar em Aracaju, será a primeira vez. A expectativa é proporcionar uma experiência completa ao público. Quando termina, a sensação é de ter feito uma viagem pela própria vida. É uma peça que faz pensar, mas também diverte.

O espetáculo tem todos os ingredientes, é como uma uma receita de bolo. Ele tem de tudo para dar certo.

Por Aline Souto e Verlane Estácio

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