Feirantes anunciam criação de Cooperativa

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Rosa Reis: "feirantes estão se organizando" (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Criação de Cooperativa dos Feirantes, licitação para oferta das barracas e até um plebiscito para ouvir feirantes e a comunidade sobre o destinos das feiras livres de Aracaju. Estes foram os assuntos que predominaram na tribuna livre ocorrida na Câmara Municipal de Vereadores nesta sexta-feira, 30. A sessão especial foi proposta pelo vereador Adriano Oliveira (PSDB) diante das especulações de que a Prefeitura de Aracaju teria interesse em acabar com as feiras livres da capital.

Na solenidade, a vice-presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Selma França, garantiu que as feiras permanecerão e confirmou medidas para padronizar aquele comércio nos bairros de Aracaju, inclusive com a realização de processo licitatório. “Vamos licitar as barracas das feiras, não vamos licitar o espaço”, explicou. E as barracas de todas as feiras serão padronizadas, segundo avisou. “Não deixaremos as 5 mil famílias que dependem das feiras livres desamparadas”, informou.

Representando os feirantes, Rosa Reis garantiu que há uma mobilização no âmbito de Aracaju para criar uma cooperativa. Segundo revelou, eles estão concluindo um projeto de transformação das feiras livres, batizado de Projeto Borboleta que será apresentado à prefeitura de Aracaju para estabelecer as regras das feiras livres. “Os feirantes estão se organizando, ninguém pode subestimar a capacidade dos seres humanos”, comentou, ao usar a tribuna. “Depois deste debate, vamos procurar o Ministério Pública e a Vigilância Sanitária”, avisou.

Adriano Oliveira lamenta ausência do MPE

Os vereadores de oposição acham que os debates em torno dos problemas das feiras livres deverão ser ampliados e cobraram do Poder Executivo Municipal o encaminhamento do Plano Diretor para que os parlamentares possam fazer a revisão e debater o uso do solo com mais propriedade. “Temos vários debates a respeito do uso do solo, mas não temos o Plano Diretor revisado. Discute-se problemas pontuais”, reage o vereador Iran Barbosa (PT), líder da oposição.

O vereador Roberto Morais (PR) defendeu um plebiscito para ouvir toda a população a respeito dos problemas das feiras livres. “É necessário que a população se manifeste e o plebiscito é a melhor forma de ouvir a comunidade”, enalteceu.  “A população está incomodada, há desejo de mudança, então mudaremos, e a prefeitura fará a escolha do melhor local para hospedar as feiras livres, mas deve começar com uma conversa com o povo”, observou.

O vereador Adriano Oliveira lamentou a ausência de representantes do Ministério Público nos debates. “O Ministério Público que levantou todos os questionamentos, foi convidado, mas não compareceu, lamentavelmente. É um órgão independente, mas a presença do Ministério Público aqui era fundamental”, observou.

Roberto Morais: plebiscito para ouvir comunidade

Os vereadores presentes se manifestaram em favor de mudanças no modelo das feiras e reconheceram que há uma responsabilidade compartilhada entre os poderes para encontrar solução para um problema tão antigo na capital sergipana. “Tem muita ilegalidade nas feiras e o problema é que a administração pública nunca discute, apenas impõe”, considerou o vereador Emmanuel Nascimento (PT), reconhecendo que o seu partido também silenciou diante do problema das feiras livres. “Às vezes, os administradores não encaram o problema porque não querem se desgastar, mas este é um problema que já deveria ter sido resolvido”, observou.

O Portal Infonet tentou ouvir o Ministério Público Estadual, mas não obteve êxito. A assessoria de imprensa se comprometeu a dar uma posição do órgão, mas até o momento não se manifestou. O Portal Infonet permanece à disposição do MPE. Informações devem ser encaminhadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 8000.

Por Cássia Santana

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