Fubras: Gualberto quer punição aos responsáveis

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Deputado Francisco Gualberto (Foto: Portal Infonet)
O líder do Governo na Assembléia Legislativa de Sergipe, Francisco Gualberto comentou a conclusão do Inquérito Administrativo por parte da Controladoria Geral do Estado (CGE) que trata de contratos firmados entre a Fundação Franco-Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento (Fubras) e  entidades do Governo de Sergipe, na Administração João Alves Filho [2003 a 2006], causando prejuízos de mais de R$ 145 milhões. A CGE já enviou cópias do documento ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público Estadual.

“Há muito tempo eu já me pronunciava nesta Casa sobre essas irregularidades envolvendo a Fubras e o Governo do Estado na gestão anterior. A Controladoria Geral do Estado concluiu o Inquérito Administrativo mostrando os prejuízos. Acredito que a demora na conclusão dos trabalhos tenha sido justamente por conta de uma investigação minuciosa, da reunião de provas para a busca da perfeição, com a finalidade de não parecer denúncia vazia. Agora o resultado está aí, recursos usados indevidamente. O Estado vai procurar rever esse valor e nós esperamos que os responsáveis pelo rombo sejam logo julgados”, enfatiza Francisco Gualberto.

De acordo com o relatório da CGE, cinco anos antes de firmar contrato com o Governo de Sergipe, a Fundação Franco-Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento do Estado, ‘apresentava estado de falência’, mas conseguiu firmar contratos milionários com o Governo entre 2003 e 2006. Para se ter uma idéia dos prejuízos, foram R$ 11 milhões por conta de pagamentos irregulares de honorários feitos por órgãos da administração direta, mais de R$ 6 milhões, da administração indireta e aproximadamente R$ 128 milhões em dívidas na Receita Federal.

Todas as cópias dos documentos contidos no Inquérito Administrativo já foram enviadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público Estadual (MPE). No Tribunal de Contas, a informação é de que não existe prazo para que os conselheiros apresentem um posicionamento e que o relatório da CGE será comparado com a avaliação que está sendo feita pelos técnicos do TCE sobre todos os contratos firmados com a Fubras.

Por Aldaci de Souza


 

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