Gilson Andrade critica o Programa Mais Médicos

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Gilson Andrade (Foto: Divulgação Assessoria)

“Não basta apenas o médico ter uma caneta na mão e um receituário em cima de sua mesa para prestar um bom atendimento médico aos pacientes, especialmente aqueles que procuram o SUS em Sergipe e no Brasil. É preciso ter infraestrutura, que infelizmente hoje não tem”. Essa foi a essência do discurso proferido hoje, dia 17, pelo deputado Gilson Andrade (PTC) tendo como pano de fundo o Programa “Mais Médicos” do governo federal e que provocou a reação de outros deputados, especialmente os da situação como Conceição Vieira, João Daniel e Francisco Gualberto.

Gilson Andrade fez questão de dizer que o seu discurso não tinha nada de ideológico, mas baseado em mais de 25 anos de experiência como médico em Sergipe, atendendo a um público carente, onde a necessidade do serviço médico é fundamental para a sobrevivência de muitos pacientes, seja mulher, criança, adulto ou idoso. Aliás, um serviço de atendimento médico muito diferente da realidade de Cuba, país de onde está vindo a maioria dos profissionais para atuar no Brasil.

O fundamental da questão, segundo o deputado do PTC, é que os médicos cubanos vão se deparar com uma realidade muito diferente da que eles têm em seu país. “Por isso, ressalta, não basta apenas que o governo brasileiro pague R$ 10 mil de salário ao governo cubano e o município se responsabilize em dar as condições necessárias para que o médico atenda os pacientes de forma eficiente e com resultado”.

É que, conforme Gilson Andrade enfatizou no seu discurso e durante entrevistas que concedeu após o encerramento da sessão, a estrutura necessária para esse bom atendimento, “simplesmente não existe hoje na grande maioria dos municípios de Sergipe e do Brasil”. No tocante ao programa do governo federal, que tem abrangência em todo país, o deputado disse que conhece a realidade de Sergipe, que é ruim, mas em outros Estados ela é muito pior.  

Afinal de contas, destacou o deputado, o Programa “Mais Médicos” faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que prevê mais investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais.

E mais: com a convocação de médicos para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade social e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), o Governo Federal pretende garantir mais médicos para o Brasil e mais saúde para todos os brasileiros. Nesse aspecto, “somente tenho que aplaudir a iniciativa do governo, desde quando os investimentos em infraestrutura realmente aconteçam”, disse o deputado.

Apesar de fazer críticas ao Programa “Mais Médico”, Gilson Andrade deixou claro que não é contra o programa e, muito menos, a vinda de médicos. Ao contrário, torce e trabalha para que ele seja um sucesso e possa, de uma forma ou de outra, contribuir para mudar a realidade do setor de Saúde do nosso país. Mas adverte: “É preciso estruturar e equipar adequadamente a rede hospitalar, todas as unidades de saúde e proporcionar as condições mínimas para que os médicos possam, efetivamente, desenvolver as suas atividades e obter os resultados que todos esperam”.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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