João destaca que não administrará com cabide de emprego

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João Alves: "Renilson é um que não pode falar" (Foto: Portal Infonet)

“Eu não posso administrar Aracaju como cabide de emprego”. O recado foi dado pelo prefeito João Alves Filho (DEM) na manhã desta quinta-feira, 4 ao ser indagado pela imprensa quanto a insatisfação de alguns aliados a exemplo do professor Anderson Góes (PV), os deputados capitão Samuel (PSL) e Augusto Bezerra (DEM), além do vereador Renilson Félix (DEM), que estariam cobrando uma maior atenção por parte do prefeito.

João Alves Filho garantiu que não está afastado dos aliados e que entende a angústia de alguns, mas deixou claro que não é mais governador de Sergipe e que vem priorizando as reuniões com os vereadores.

“Isso se acentuou porque passamos 30 dias fora. Primeiro viajei para a Itália acompanhando duas jovens de 15 anos, jogadores de Volei, que disputaram com Inglaterra, França, China, Itália e ganharam medalha de Ouro. Quando eu voltei, tive que passar 15 dias internado no Hospital Sírio Libanês. Foram 30 dias fora e as pessoas se impacientam, o que é natural da vida política. Na legislação passada, raramente um vereador era atendido pelo prefeito. Eu já recebi todos os vereadores em reunião tanto aqui na Prefeitura quanto na Câmara. Eu tenho o maior respeito ao trabalho dos deputados, mas a minha principal atuação tem sido com os vereadores porque são eles que estão vivendo o dia a dia comigo”, alerta.

Sobre a possibilidade de as reclamações estarem sendo feitas por aliados que estão pleiteando cargos na Prefeitura de Aracaju, alegando que vagas vem sendo ocupadas por pessoas da oposição, principalmente na Sceretaria Municipal de Saúde, o prefeito foi enfático:

“Eu prefiro não fazer comentários sobre pessoas que estão brigando por cargos. O que precisam entender é que eu não posso administrar Aracaju como cabide de emprego. Eu era governador e tinha que atender pessoas do interior também, mas como prefeito, apesar de gostar muito de atender aos sergipanos, não posso ser procurado para encher a prefeitura de pessoas do interior. A minha ligação mais íntima tem que ser com os vereadores. Eu estava há muito tempo fora do poder e os meus aliados podem estar dizendo: O Negão chegou”.

Mal entendido

Sobre declarações do vereador Renilson Félix dando conta de que não estaria tendo a devida atenção do prefeito, João Alves deixou claro que o vereador não tem do que reclamar. “Renilson é um que não pode falar. Ele é meu vice-líder e tem tido um tratamento prioritário aqui comigo. Ontem à noite me encontrei com ele e perguntei se ele está contrariado e se está com raiva de mim ele respondeu que foi mal-entendido, que só disse que nunca mais se encontrou comigo. Mas, como, se eu não estava aqui meu filho?”, indaga.

Ele acrescentou que há duas formas de ser políticos. “Existem pessoas que acham que administrar é colocar todos os aliados possíveis nos cargos e a segunda, na qual me incluo é realizar o atendimento da demanda da população. Não estou criticando meus aliados que estão contrariados mas muitos políticos costumam ver João Alves como um governador por três vezes e querem que eu atenda de Indiaroba a Canindé. Eu compreendo as angústias dos meus aliados, mas nós todos ficamos em jejum. Eu não posso ficar aqui só atendendo a eles, tenho que ir para os bairros”, acrescenta.

Indagado pela reportagem do Portal Infonet, que encontrou Renilson Felix chegando à Prefeitura de Aracaju, sobre a chateação com o prefeito, o vereador respondeu: “Não estou com raiva, tanto que estou aqui na prefeitura para conversar com ele”.

Por Aldaci de Souza

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