Jornalista explica que não foi nomeado nem recebeu dinheiro da Adema

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Jornalista explica que ajudava diretor-presidente da Adema (Foto: Pixabay)

O jornalista João Áquila, que se apresenta como assessor de imprensa da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), informou que nunca foi nomeado pelo Governo do Estado para assumir tal função. Ele confirma que está em Portugal e que apenas contribuiu com o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, “ajudando na produção de conteúdo em relação ao presidente”, mas não “sobre a Adema”.

No período que atuou enviando releases e produzindo conteúdo para redes sociais, conforme destacou o jornalista em nota enviada ao Portal Infonet, que nunca recebeu salários. “Eu não fui exonerado da Adema pelo fato de não ter sido nomeado”, destaca, na nota. “Fui chamado para trabalhar pelo presidente da Adema, mas a nomeação não tinha saído. Eu recebi uma proposta para treinar um pessoal em Portugal até dezembro, por isso saí. Mas como não fui nomeado, não fui exonerado”, destaca o jornalista.

Na nota, João Áquila esclarece que saiu da Adema há cerca de três meses para participar deste treinamento na Europa. “Aqui em Portugal continuei ajudando na produção de conteúdo em relação ao presidente, não nem sobre a Adema, mas já sabendo que não receberia no período que aqui estivesse”, destaca o jornalista, na nota. “Minha conta não tem um centavo desse trabalho. Ao contrário do que foi exposto, eu não fui contratado morando aqui”.

João Áquila encerra a nota, dizendo que toda a situação será esclarecida para o Ministério Público Estadual, que abriu procedimento descrito como notícia de fato para investigar supostas irregularidades em contratação de pessoal na Adema.

Ouvidoria

A representação foi enviada por uma pessoa que pede sigilo na identificação à Ouvidoria do Ministério Público Estadual. Na representação, o anônimo revela que o diretor-presidente nomeou irmãos para atuar como assessores diretores da Adema, que a irmã dele, a subtenente Eliane Cristina dos Santos Rodrigues da Polícia Militar, estaria lotada como chefe de gabinete na Adema e, mesmo assim, estaria recebendo gratificação específica paga pelo governo a policiais escalados em plantões da segurança pública e que o diretor-presidente mantinha um assessor de imprensa morando em Portugal.

O diretor-presidente Gilvan Dias se manifestou através de nota enviada na quarta-feira, 5, ao Portal Infonet. Na nota, ele garante que não há irregularidade nas contratações, que a Adema não possui assessor de imprensa e que, diante dos episódios relacionados ao procedimento instaurado pelo Ministério Público, decidiu exonerar a subtenente e o irmão, Givaldo Santos, citados na notícia de fato.

Por Cassia Santana

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