Obras da Beira Mar são debatidas em mesa-redonda

0
Assunto foi debatido durante o Cabará de Quinta (Foto: Portal Infonet)

“O maior erro da gestão passada foi não ter elaborado um estudo prévio”. A afirmação é do secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Matos, com relação ao problema do avanço das águas na Avenida Beira Mar. A temática foi abordada em uma mesa redonda promovida na noite desta quinta-feira, 23, durante o Cabaré de Quinta. O debate contou ainda com a presença do geólogo da Universidade Federal de Sergipe, Luiz Carlos Fontes, o superintendente da Secretaria do Patrimônio Público, Valdemar Bastos Cunha, e Reynaldo Nunes, representante do Partido Verde.

“Há um fenômeno de erosão em todo o litoral e a cidade avançou sobre o rio. Aquela área possui rachaduras verticais com sinais de infiltração que provocam um risco maior. Durante anos, a Prefeitura colocou pedras e acimentou, mas de nada adiantou, pois a maré veio e levou. Foram determinadas obras emergenciais, mas não devem ser feitas obras paleativas, pois não haverá sustentabilidade”, afirma.

Eduardo Matos afirma que o estudo de impacto e modelagem matemática, exigido pela Adema para a liberação da obra, está em fase de andamento. “São 40 pontos de observações e estão sendo realizadas reuniões periódicas e permanentes. Não há previsão para começar a obra de retenção da 13, pois ela só  poderá ser feita com liberação da Adema. Estamos fazendo o estudo prévio do impacto, se a Adema não der a licença, teremos que esperar 24 ou 36 meses para a conclusão do estudo”, esclarece.

Problemas

O geólogo Luiz Carlos Fontes explica que o problema da 13 de julho envolve uma área que vai do manguezal ao Iate Clube. Na visão dele, é um equívoco a prefeitura se dedicar somente ao problema da pista e tomar providências derivadas do desmoronamento dela e da balaustrada.

“O que a prefeitura propõe não é algo emergencial, é algo grande que vai gerar consequências ainda não avaliadas. Então, é necessário um estudo ambiental e de engenharia para juntos decidirem o que fazer. Precisa-se de uma solução atenta às causas e aos processos do problema. Isso para que os problemas não sejam transferidos para áreas adjacentes, sob pena de prejudicar a navegação do Rio Sergipe, por exemplo”, detalha o geólogo.

Engenheiro, ambientalista e representante do Partido Verde, Reinaldo Nunes, destaca que o problema já era visível há alguns anos com o fato de as pessoas no ponto de ônibus da avenida serem atingidas pela água do rio. “As pessoas devem ter noção de que o projeto das obras veio da gestão de Edvaldo Nogueira e que João Alves Filho dará continuidade. Também devemos levar em conta que esse é um problema antigo que deve ser resolvido agora com um estudo amplo. É um problema geral que não deve ser visto de forma localizada”, opina.

Por Verlane Estácio

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais