Parlamentares debatem sobre pessoas desaparecidas

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(Foto: Andressa Barreto)

Na tarde da última segunda-feira, 17, a Câmara Municipal de Aracaju (CMA) foi palco de discussão sobre pessoas desaparecidas. A Sessão Especial foi de autoria do vereador Dr. Agnaldo (PR) e contou com a participação de diversos parlamentares, além de parentes de pessoas desaparecidas e setores da imprensa.

Para o autor da propositura, Dr. Aguinaldo, a Sessão foi pensada no sentido de diminuir a aflição de famílias que têm parentes desaparecidos. “Por causa dessa angustia, essa Casa não poderia ficar ausente, pois esse Parlamento sempre esteve ao lado do povo e em causas sociais”, disse.

O vereador Pastor Roberto Moraes (PR) parabenizou a iniciativa da propositura e ressaltou a importância de se manter a convivência familiar. “A dor por não encontrar um ente querido é grande, por isso, é importante somar forças com poder público e órgãos da imprensa para que os laços familiares possam ser reatados”, disse.

Para o vereador Iran Barbosa (PT) esse é um tema com um forte apelo social. “Por isso quero manifestar minha solidariedade às famílias. Além disso, aqui, nessa Casa, foram tratadas as principais razões que acabam causando esses desaparecidos. Um deles é um convívio familiar que gera afastamento e por outra via, fatos relacionados à drogadição”, afirmou.

De acordo com o vereador Emmanuel Nascimento (PT), o Parlamento Municipal já vinha trabalhando no sentido de ajudar famílias a encontrar seus entes. “Em 2010, a CMA aprovou Lei de minha autoria que determinava a criação do cadastro municipal de pessoas desaparecidas. Outra Lei de minha autoria aprovada em 2010, determinava a exibição de fotos de pessoas desaparecidas em correspondências emitidas pelo Executivo”, lembrou

A vereadora Lucimara Passos (PCdoB), afirmou que a dor da perda é algo indescritível. “Pensar em perder um parente é algo que, só de imaginar, me deixa aflita. Imagina uma mãe pensar que pode não ver mais um filho e imaginar o que aconteceu com ele?”, desabafou.

Opinião também compartilhada pela vereadora Emília Corrêa (DEM). “Não consigo imaginar perder alguém da minha família, se quer amigos. Não tem um sentimento maior do que o de perder alguém que tem uma relação de afetividade e amizade. A cada momento, quando desempenhamos a função de defensora pública que somos, nos deparamos com situações semelhantes e vejo nos olhos a angustia dessas pessoas”, frisou.

O presidente da CMA, Vinícius Porto (DEM) parabenizou o autor do requerimento e destacou a importância de se debater temas como esse. “Perder um ente e ficar procurando é um sentimento muito angustiante. A CMA não poderia deixar de participar dessa iniciativa, pois vai fazer com que outras famílias possam reencontrar seus entes”, destacou.

Fonte: Agência Câmara

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