Prefeitos de Sergipe discutem paralisação contra a seca

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Prefeitos se reuniram na sede da Aease (Fotos: Portal Infonet)

Prefeitos e representantes de municípios sergipanos se reuniram na tarde desta segunda-feira, 6, para discutir ações de mobilização contra a seca. A reunião buscou organizar a paralisação que deverá acontecer no próximo dia 13, no qual diversas entidades municipalistas cobrarão o apoio do governo federal aos municípios que sofrem com a seca. O protesto envolverá municípios de todo o Nordeste, com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios.

O prefeito de Monte Alegre e presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), Antônio Fernandes Rodrigues – o “Tonhão” –, convoca os prefeitos e cidadão a participar da paralisação. “Vamos fechar as portas das prefeituras e nos dirigir chegar à Assembleia Legislativa. Queremos ocupar as galerias e a plenária com o maior número de pessoas possível, para chamar a atenção do poder federal”, diz.

Fábio Henrique, prefeito de Nossa Senhora do Socorro e presidente da Associação dos Municípios da Barra do Cotinguiba e Vale do Japaratuba (Ambarco), expõe o papel dos prefeitos perante o governo federal. “A opinião pública acaba ficando com uma impressão errada dos prefeitos, como se os problemas dos municípios fossem nossa culpa. As obras são licitadas, começam e param por que o repasse do governo federal é suspenso. Meses depois, quando continuam e são concluídas, o efeito público é de indignação, por que as pessoas já estão impacientes”, afirma.

Fábio Henrique, da Ambarco, Toinho de Dorinha, da Amurces, e Tonhão, da Fames

Segundo o presidente da Ambarco, as propostas da presidente da República Dilma Rousseff distoam da realidade dos municípios. “A presidente anunciou a liberação de R$ 50 bilhões para investimentos em construção de moradias nos municípios. Mas a infraestrutura, como saneamento básico e iluminação, fica a cargo das prefeituras, sendo que nós não temos verbas. Por isso, não somos contra os projetos, desde que o dinheiro seja repassado e nós possamos pagar”, relata.

Durante a reunião foi apresentada aos prefeitos a Carta de Maceió, elaborada no último dia 30 pela Associação dos Municípios Alagoanos. O documento levanta diversos pontos em comum com a situação dos municípios sergipanos, e servirá de base à organização no Estado. O ponto de encontro para a paralisação do dia 13 será o Praça Fausto Cardoso, às 9h.

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