Prefeitos unificam luta contra mudanças nas agências do Banese

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Prefeitos dos municípios afetados pela mudança das agências do Banese se reuniram na Fames (Foto: Portal Infonet)

Prefeitos dos municípios que sofrerão alterações nas agências do Banco do Estado de Sergipe (Banese) a partir do mês de março se reuniram no final da manhã desta segunda-feira, 17, na sede da Federação dos Municípios de Sergipe (Fames) para unificar as ações, criar uma comissão e evitar que essas agências tenham seu funcionamento alterado.

Na semana passada a notícia de que 17 agências do Banese seriam fechadas em todo o Estado – 14 no interior e três na capital – pegou os gestores municipais de surpresa. O Banco afirma que as agências não serão fechadas, elas se tornarão escritórios de negócios, o que mudaria o tipo de atendimento aos clientes, mas, para os prefeitos a situação é outra.

“O Banese diz que é uma mudança, mas para nós é um fechamento disfarçado. Se não terá mais caixas nas agências e as pessoas terão que fazer as operações em caixas eletrônicos, correspondentes bancários ou por aplicativo de celular, então é um fechamento. A reunião de hoje foi justamente para criarmos uma comissão, unificar a linguagem e procurar o Banco. São 14 municípios afetados e não podemos ficar de braços cruzados”, afirma Cristiano Cavalcante, presidente da Fames.

O prefeito do município de Indiaroba diz que essa medida é um retrocesso (Foto: Portal Infonet)

Para o prefeito do município de Indiaroba, Adinaldo do Nascimento, a restruturação que o Banco afirma que fará representa um retrocesso para o município que já tem uma economia fragilizada. “Os municípios que estão afetados sobretudo tem uma economia a passos lentos, e nós sabemos que o instrumento de uma agência bancária é o mais importantes para fortalecer a economia local e manter o recurso na cidade. O fechamento da agência prejudica toda cadeia produtiva do município”, afirma.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira, que também participou da reunião, reforçou a importância de lutar pela permanência do Banese nos municípios e pela ampliação da atuação do banco público em Sergipe.

O Sindicato dos Bancários também é contrário à medida (Foto: Portal Infonet)

“Esse projeto do banco traz prejuízos graves para economia local, e emocional para os funcionários que não sabem para onde serão relocados, já que as agências vão reduzir o número de funcionários. Se o Banco fechar essas agências a região Centro Sul ficará totalmente desprovida. Municípios que têm apenas uma agência bancária terão agora só caixas eletrônicos. É preciso defender o banco, inclusive, a ampliação do Banese melhorando seu papel nos municípios, e não a sua retirada. Nós do sindicato queremos que as pessoas não precisem mais sair dos seus municípios para ter acesso a uma agência bancária”, afirma.

O Banese ratificou que não fechará nenhuma agência bancária no interior do Estado e nem demitirá nenhum funcionário. Que algumas unidades passarão por uma restruturação transformando-as em Escritórios de Negócios, visando melhorar o atendimento, a experiência do cliente e a eficiência da instituição.

“Neste novo modelo, o atendimento aos clientes do Banese não será prejudicado, pois as operações de negócios continuarão sendo realizadas na própria unidade e as transações de caixa poderão ser realizadas através dos Correspondentes Bancários, Caixas Eletrônicos, Aplicativo Banese e Internet Banking, que hoje já representam mais de 97% do total das transações do banco”, diz a nota.

O Banese reforça que continuará presente nos municípios sergipanos, investimento cada vez mais em tecnologia e qualidade, buscando cumprir a sua missão de simplificar a vida dos seus clientes através de soluções financeiras inovadoras.

Por Karla Pinheiro

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