Projetos do Governo não chegam na Assembleia

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Sindicalistas entregam documento à deputada (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

Os projetos que estabelecem a reforma administrativa na esfera do Governo do Estado ainda não chegaram à Assembleia Legislativa. O governador Jackson Barreto (PMDB) convidou uma nova reunião com os deputados da base aliada para finalizar os projetos e há expectativa que as propostas sejam enviadas pelo Executivo à Assembleia ainda nesta terça-feira, 9.

A deputada Angélica Guimarães (PSC), presidente do Poder Legislativo Estadual, informou que permanece aguardando os projetos para que sejam analisados nas comissões temáticas e, por último, nas primeira, segunda e terceira discussões em plenário. Pela manhã, um grupo de defensores públicos e sindicalistas compareceram à Assembleia Legislativa para acompanhar as votações, mas ficaram frustrados.

Ao final da sessão plenária, um grupo de sindicalistas interceptou a deputada Angélica Guimarães para pedir que os projetos sejam discutidos com servidores afetados pelas medidas que o Governo do Estado pretende implementar antes de serem apreciados no plenário do Legislativo Estadual.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), Plínio Pugliesi, que também é diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entregou o documento à deputada Angélica Guimarães. No documento, os sindicalistas revelam que os servidores não aceitarão que “a administração estadual ataque os direitos constituídos dos servidores públicos”.

A presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, foi receptiva, ouviu os argumentos dos sindicalistas e se comprometeu a reunir os deputados estaduais com representantes dos servidores públicos para debater os projetos antes de levá-los para discussão em plenário.

O presidente do Sindicato dos Radialistas, Fernando Cabral, elogiou a postura da deputada e informou que os servidores públicos não concordam com o discurso do Governo, que justifica as medidas como forma de conter gastos em decorrência da queda de receita. Segundo Cabral, o Estado alcançou um superávit de R$ 47 milhões no mês de outubro, sem incluir nesta soma a antecipação dos royalties pela exploração do petróleo aprovada recentemente pela Assembleia Legislativa.

Nesta quarta-feira, 10, os sindicatos e as centrais sindicais vão promover um ato público na praça Fausto Cardoso para acompanhar a tramitação dos projetos do governo na Assembleia.

Por Cássia Santana

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