Sargento recusa intimação e processa comandante geral da PM

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Sargente Vieira é alvo de IPM instaurado na Corregedoria Geral da PM (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O sargento Jorge Vieira, reformado da Polícia Militar de Sergipe, foi mais uma vez convocado a prestar depoimento em Inquérito Policial Militar instaurado na Corregedoria Geral da PM em decorrência das manifestações que o sargento fez, sugerindo omissão do coronel Marcony Cabral, comandante geral da corporação, quanto aos atos administrativos do Governo do Estado pela suspensão de subsídios previstos em lei para militares da reserva e reformados. Essa é a segunda vez que o sargento se recusa a atender à intimação da corporação.

O sargento, que declarou em redes sociais que o pai do próprio comandante geral também seria prejudicado com o ato governamental, deveria comparecer nesta quinta-feira, 22, na sede da Corregedoria Geral da PM para ser interrogado e qualificado no IPM, mas o policial se recusou a atender a intimação e anunciou que ingressará com ação judicial contra o comandante geral da PM por se sentir perseguido pela cúpula da Polícia Militar de Sergipe.

Ele informou que deixou de comparecer à Corregedoria da PM para prestar depoimento, atendendo orientação do advogado que ele contratou para cuidar dessa questão. “Estou seguindo na íntegra as orientações do meu advogado”, diz. Segundo o sargento, a assessoria jurídica já decidiu ingressar com a ação judicial. “O jurídico está analisando a questão para criar uma estratégia e eu vou buscar o Poder Judiciário. O que está acontecendo é perseguição”, reage o sargento.

O sargento reclama da falta de transparência nos procedimentos adotados pela Polícia Militar. “Eu preciso ter acesso às acusações, até para eu me defender”, comenta.

Direito ao contraditório

Procurado pelo Portal Infonet, o Comando Geral da PM se manifestou através da PM5, o setor responsável pela comunicação social da corporação. O comando explica que o IPM é um procedimento investigatório inicial e este seria o momento do sargento ter a oportunidade de apresentar defesa. Ao não comparecer à Corregedoria, conforme explicações da major Evangelina de Deus, auxiliar da PM5, o sargento estaria abdicando do direito ao contraditório e à ampla defesa.

Quanto ao processo judicial que o sargento pretende mover contra o comandante geral, a major informa que a corporação não se manifestará a respeito.

por Cassia Santana

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