STJ mantém preso empresário acusado como ‘laranja’ de Valmir Monteiro

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Momento em que Joel e Gildo chegando ao IML para exames antes de seguirem para a Delegacia da Polícia Civil (Fotos: Portal Infonet)

O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido liminar da defesa e manteve a prisão do empresário Joel do Nascimento Cruz, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de atuar como ‘laranja’ do prefeito Valmir Monteiro, que também se encontra preso apontado como integrante de uma associação criminosa acusada de desviar recursos públicos oriundo do matadouro do município.

O pedido de liberdade foi apresentado por advogados que atuam na defesa do empresário e foi negado em decisão liminar, estando ainda em tramitação no STJ o mérito do habeas corpus, que deverá ser julgado pela 6a Turma daquela Corte Superior. Apesar da posição do ministro Rogério Schietti, relator do processo, se manifestar pelo indeferimento da medida liminar, o advogado Glover Rúbio Castro, um dos profissionais que assina o habeas corpus, está confiante e acredita que a 6a Turma do STJ reconhecerá a falta de necessidade de manter o empresário preso.

Para o advogado, o cliente não apresenta qualquer risco para o andamento da ação penal que continua em tramitação no Poder Judiciário do Estado de Sergipe em segredo de justiça. E não teve dúvida da inocência do cliente, em se tratando do mérito da acusação feita pelo Ministério Público, que envolve supostos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e associação criminosa.

Além de Joel Nascimento, também foram denunciados por estes supostos crimes o prefeito Valmir Monteiro [que também permanece preso], Gildo Pinto dos Santos e o genro do prefeito de Lagarto, Igor Ribeiro Costa, apontados como ‘laranjas’ na suposta associação para desviar recursos públicos. Igor Ribeiro ganhou o direito de responder ao processo em liberdade em decisão do STJ. Mas o prefeito, Valmir Monteiro, apesar das tentativas, não obteve êxito em nenhuma instância do Judiciário.

Por Cassia Santana

 

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