Vice-presidente da CUT lamenta desmonte da agricultura familiar

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Vice-presidente da CUT lamenta desmonte da agricultura familiar (Foto: Portal Infonet)

A vice-presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmem Foro, chegou a Aracaju nesta quinta-feira, 14, para uma série de eventos de mobilização com diversas categorias, trabalhadores rurais e movimentos sociais.

Em entrevista à imprensa, ela demonstrou grande preocupação com a situação do trabalho rural, que vem sendo alvo de falta de incentivos nos últimos anos. “Estamos vivendo um dos piores momentos da nossa história depois de um longo processo de democracia e dos governos populares. A agricultura familiar foi tão impactada, acabou o Ministério, e o orçamento drástico teve determinadas políticas que zeraram o orçamento e houve, em média, um corte de 75% em todas as políticas públicas para agricultura familiar”, apontou.

A liderança revelou que, apesar dos problemas, o trabalho no campo produz 70% da comida que vai para a mesa do brasileiro. “A agricultura familiar brasileira produz o que o povo comer, a agricultura industrial produz para exportar. Muito pouco de exportação fica no Brasil. Precisamos debater com a sociedade, pressionar o governo, acumular força para poder fazer com que a sociedade compreenda que esse é um setor estratégico para o país e precisa de investimento e políticas públicas”.

No período da tarde, Carmem participará de um ato pela morte de Marielle Franco, que era vereadora pelo Rio de Janeiro quando foi executada. O crime completa um ano nesta quinta. “Foi um atentado à democracia brasileira. Uma mulher negra, lésbica, que trabalhava com segmentos excluídos historicamente da sociedade foi um alvo e virou símbolo muito importante para nós. Temos que continuar pressionando para que de fato haja justiça e se descubra quem foram os mandantes. Não é que ela seja mais importante que os outros, mas é que ela é um símbolo muito significativo das lutas pelos segmentos mais excluídos: os negros, as mulheres, os LGBTs e a juventude”, explicou.

A manifestação acontece a partir das 14h, em frente à Câmara Municipal de Aracaju.

Por Victor Siqueira

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