Wanderlê discorda de decisão do MPE

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Wanderlê Correia: “Decisão será prejudicial” (Foto: Maria Odília)
Na sessão parlamentar desta segunda-feira, 30, o deputado estadual Wanderlê Correia utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para novamente falar sobre a questão do sistema integrado de transporte entre os municípios mais próximos à capital. Em seu discurso, o deputado fez referência a uma decisão do Ministério Público estadual, que na semana passada deu prazo de 90 dias para que os veículos que fazem transporte de passageiros do interior para a capital não venham até o terminal Luiz Garcia, no Centro, ficando na rodoviária nova. A decisão visa diminuir o tráfego de ônibus na região central de Aracaju.

Para o deputado, essa decisão será prejudicial para os moradores dos municípios que não fazem parte do sistema integrado de transporte e precisam vir a Aracaju. “Eles terão que descer na rodoviária nova e pagar outra passagem para chegar ao Centro de Aracaju, porque não podem entrar no terminal de integração porque o sistema não está integrado”, disse Wanderlê. Segundo o deputado, hoje várias cidades sergipanas que estão localizadas num raio de até 50 quilômetros de distância de Aracaju – como Salgado, Itaporanga, Laranjeiras, Maruim, Riachuelo, Rosário do Catete, Siriri, Capela, entre outras – poderiam ser beneficiadas.

Ele disse que recentemente em Siriri e soube que uma pessoa que queira vir à capital tem que pagar R$ 5,00 de passagem por cada trecho, mesmo valor que paga o morador de Rosário ou Capela, e se tiver que ir a algum bairro de Aracaju ainda paga mais R$ 4,20, tendo que desembolsar R$ 14,20. “Nesta situação estão excluídos do direito à acessibilidade os moradores de cerca de 14 municípios sergipanos que estão a menos de 50km da capital, o que representa cerca de 200 mil pessoas”, disse Wanderlê. Para o deputado, isso torna inviável um jovem desses municípios tenha um emprego na capital, porque terá que despender uma elevada quantia só para as despesas com passagem.

Wanderlê lembrou que há cerca de dois anos trouxe à Assembleia o superintende de Transportes do Grande Recife, Dílson Peixoto, que veio ao parlamento estadual falar sobre a questão dos consórcios públicos no sistema integrado, trazendo a experiência de Recife, onde 14 cidades fazem parte do sistema, enquanto em Sergipe são apenas quatro municípios. “E lá as cidades que estão a até 50 quilômetros de Recife fazem parte do sistema e pelo que sei a integração intermunicipal só pode ocorrer, para haver licitação, através de consórcios públicos na área de transporte”, disse o parlamentar.

Fora da cidade

O deputado disse que esta é uma situação muito complicada e por isso trouxe o assunto para a Assembleia diversas vezes. Segundo Wanderlê, sua proposta é que seja construído um grande terminal de integração fora da cidade, no encontro das BRs 101 e 235. “Por ali passam todos os ônibus que vêm de todas as cidades e ali eles entrariam e fariam a distribuição não só para Aracaju, mas também para os demais municípios. Ao mesmo tempo se passaria de quatro municípios fazendo parte do sistema para 16, beneficiando mais de 200 mil pessoas. E aí, sim, se desafogaria o trânsito no Centro e na rodoviária nova”, avaliou Wanderlê.

O parlamentar disse que fica aguardando a vinda do Plano Diretor de Transporte à Assembleia, para que seja feita essa discussão e apresentada essa proposta. “Pois vai ser um avanço muito grande para as cidades do interior que não têm essa opção”, disse Wanderlê, acrescentando que não é porque Sergipe começou seu sistema integrado com três municípios que vai continuar sempre com este número.

Fonte: Agência Alese

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