Médicos de Aracaju se reúnem em assembleia e decidem manter a greve

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Médicos estão a quase dois meses em greve (Foto arquivo: Portal Infonet)

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 11, o Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) rejeitou a proposta da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e optou pela continuação da greve, que já dura 50 dias.

O presidente do sindicato, João Augusto de Oliveira, informou que a nova assembleia será realizada no dia 18 de setembro, às 14h, na sede do sindicato. Esse novo encontro terá a participação do líder do governo da Câmara de Vereadores, Vinicius Porto (DEM), que mediará às propostas que serão apresentadas pela Prefeitura de Aracaju.

SMS

A equipe de reportagem do Portal Infonet procurou a SMS para falar sobre a decisão dos médicos, mas o órgão se manifestou com a nota já enviada na última segunda-feira, 10, quando veio à tona a decisão judicial que considerou a legalidade da greve dos médicos. Segue nota na íntegra:

“A secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, informa que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), assim que for notificada oficialmente sobre a decisão do desembargador Diógenes Barreto, tomará as providências legais necessárias.

A decisão judicial do desembargador relator, de não decretar a ilegalidade da greve, foi tomada com base na baixa adesão dos profissionais, uma vez que, de acordo com o que foi evidenciado na decisão, somente 28% dos médicos da Rede de Atenção Primária e 39% da Rede de Atenção Especializada aderiram ao movimento. Já na Rede de Urgência e Emergência, 100% dos profissionais estão trabalhando normalmente.

“Porém entendemos que essa é uma atitude dos profissionais que não deveria estar sendo levada tanto tempo à frente, em virtude de que a Prefeitura já demonstrou de todas as formas de que não há condição financeira de dar reajustes a nenhuma categoria. Tudo que é possível está sendo feito, do ponto de vista da prefeitura, para que possamos dar uma condição de saúde melhor para a população. Além disso, se concedêssemos o reajuste apenas aos médicos, iríamos de encontro à isonomia, o que não seria justo com as demais categorias”, esclareceu a secretária”.

Por João Paulo Schneider e Raquel Almeida

 

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