Transplante de medula óssea: cadastro que pode salvar vida

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O Cadastro pode ser feito até o sábado, 11 (Fotos: Portal Infonet)

Quem estiver passeando pelo Shopping Jardins até o próximo sábado, 11, está convidado a fazer o cadastro voluntário de medula óssea e salvar uma vida. O transplante pode ser indicado para tratamento de cerca de 80 doenças, incluindo casos de mieloma múltiplo, linfomas e doenças autoimunes. Atualmente, Sergipe possui cinco mil cadastros de voluntários, sendo que a meta até o final do ano é chegar a sete mil cadastros.

A enfermeira Dênia de Azevedo fez questão de se cadastrar

Para ajudar pessoas que precisam do transplante de medula, o Shopping Jardins está com um ponto de coleta. O cadastro pode ser feito até o sábado, 11, das 14 às 21 horas, no setor D do shopping.

A enfermeira Dênia de Azevedo Goes estava passeando no shopping quando viu o ponto de coleta e resolveu fazer a boa ação. “Sou doadora de sangue. Estava passando aqui por acaso e resolvi entrar e fazer meu cadastro. Foi ótimo porque você participa de uma doação que pode salvar uma vida e mais ainda por eu ser uma pessoa da área de saúde. É importante que toda pessoa da saúde e qualquer profissional faça o seu papel e realize o cadastro”, informa.

Na maioria das vezes, o transplante é a única possibilidade de vida para quem possui algum tipo de doença no sangue, como informa a assistente social da Fundação Parreiras Hortas (FPH), Adineuza Cardoso. “Já fizemos cerca de 54 cadastros aqui. É importante a pessoa estar disponível para a doação, pesquisar antes sobre o assunto porque o transplante é a única alternativa que a pessoa doente tem, pois significa que ela já fez os demais tratamentos e não obteve êxito”, alerta.

Quem pode participar

Equipe preparada para fazer o cadastro dos voluntários

Para se cadastrar é preciso ter entre 18 a 55 anos de idade, estar bem de saúde e não possuir diagnóstico de doenças infecciosas ou transmissíveis pelo sangue. O doador preenche um formulário com seus dados pessoais e assina um termo de consentimento.

Em seguida, colhe-se 4 ml de sangue do voluntário e a amostra é encaminhada para a realização do exame HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) que irá determinar as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

O tipo de HLA será cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), vinculado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). Os dados do voluntário são cruzados com os dos pacientes e, em caso de compatibilidade, o doador é chamado para exames complementares e convidado a realizar a doação. Por isso, é importante que o voluntário mantenha o cadastro pessoal atualizado.

por Aisla Vasconcelos

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