Covid-19: cresce em 15% atendimento em crianças na UPA Zona Sul

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o número de atendimentos na UPA tem crescido por conta das especificidades da pandemia, como a diminuição do isolamento social (Foto: Freepik)

O número de atendimento pediátrico para covid-19 cresceu na capital sergipana. No mês de agosto, foram 652 atendimentos, já em setembro, 754 crianças foram atendidas, sendo registrado um crescimento de 15%.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destaca que concentrou os atendimentos pediátricos, desde o início da pandemia, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco, que dispõe de leitos exclusivos e uma rede de profissionais qualificados em sistema de plantão.

Segundo o coordenador da ala pediátrica do Fernando Franco, o médico William Barcelos, o número de atendimentos na UPA tem crescido por conta das especificidades da pandemia, como a diminuição do isolamento social.

“Logo no começo da pandemia, as pessoas estavam cumprindo mais o isolamento, os pais estavam mais receosos de virem ao hospital, por causa do medo de infecção pelo novo coronavírus. Então, algo que era apenas uma infecção leve, com a presença de febre por um dia, por exemplo, na criança, era tratado em casa mesmo. Agora, com o aumento das pessoas nas ruas, cresceu bastante o fluxo de atendimento no hospital”, afirma o coordenador.

De acordo com o coordenador, o hospital municipal conta com um consultório exclusivo para o atendimento de pacientes infantis com síndromes gripais. “A triagem é feita já na recepção. Além disso, nos casos em que as crianças precisam ficar no hospital, há uma enfermaria isolada. Contamos com uma equipe composta por 20 profissionais na ala, com três médicos por plantão, um deles exclusivo para os casos de síndromes gripais”, ressalta William.

Cuidados

O médico Willian Barcellos também orienta sobre a necessidade do uso de máscaras e para a manutenção do distanciamento social como formas eficazes para frear a curva de transmissão da doença, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS). “As máscaras funcionam como uma barreira. É preciso frisar que a principal recomendação é não sair de casa, mas, quando a saída for extremamente necessária, é obrigatório o uso das máscaras, que podem ser tanto as cirúrgicas, para quem tem acesso, ou mesmo as de tecido. O importante é evitar contrair ou transmitir a doença usando essa barreira contra o vírus”, destaca.

Como utilizar

O profissional faz ainda algumas ressalvas com relação ao uso do equipamento de proteção. Segundo ele, é necessário manter alguns cuidados, tanto no tempo de utilização, como na lavagem, no caso das de tecido, e descarte, no caso das cirúrgicas.

“Antes de colocar a máscara é preciso higienizar as mãos. A máscara deve ser trocada toda vez que estiver úmida. Quando for remover, deve tirar pelo elástico, sem tocar na face externa, onde está contaminada. Para lavá-las, a pessoa pode utilizar água e sabão e deixar de molho por uns três minutos na água sanitária ou hipoclorito. Depois que seca, passa ferro por cima e pode reutilizar, nunca compartilhar a máscara, ela é de uso pessoal”, explica.

Em crianças

Outro ponto destacado pelo médico é que em crianças menores de 2 anos o uso de máscara é contraindicado. “Crianças dessa faixa etária não costumam aceitar o uso de máscaras. Por isso, o risco de contaminação se torna maior que a chance de proteção do vírus. O ideal é que as crianças fiquem em isolamento social, mas, caso seja necessário saírem, utilizem os protetores faciais que, normalmente, são mais aceitos pelas crianças”, afirma.

Com informações da SMS

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