Dengue: mais de 95% dos focos permanecem dentro das residências

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Equipe inspeciona locais vulneráveis (Fotos: André Moreira/Secom PMA)

Sol e clima quente, alternando com algumas pancadas de chuva. Esse tem sido o cenário das últimas semanas na capital, o que pede atenção redobrada com relação ao acúmulo de água parada, ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

De acordo com o mais recente Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), mais de 95% dos focos permanecem dentro das residências. Destes, 65% foram encontrados em reservatórios de água e o restante em outros depósitos domiciliares. Sendo assim, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alerta a população sobre como a mudança climática influência nas etapas de evolução do Aedes e como evitar a proliferação.

“Esse período é mais perigoso, porque na alta temperatura o Aedes aegypti se desenvolve mais rápido e o nascimento do mosquito deixa de ser entre sete e oito dias e passa a ser de cinco dias, quando ele deixa de ser ovo e se torna mosquito adulto. Então, esse período de chuva com abertura de sol, é quando fazemos um alerta maior, porque infelizmente nos quintais, estão os depósitos que vão acumular água”, destaca o coordenador do Programa Municipal de Controle ao Aedes da SMS, Jeferson Santana.

Jeferson explica ainda que muitos desses depósitos nos quintais já estão com os ovos do mosquito, que conseguem ficar fixados nas paredes do depósito de água por até mais de um ano. “Mesmo estando seco, mas com os ovos, a partir do momento que eles entrarem em contato com a água, vão eclodir, ou seja, poucas horas depois já é possível o aparecimento de larvas dentro da água, e como o tempo de desenvolvimento é curto, cinco dias depois já se tem mosquito voando”, alertou.

Desta forma, a orientação é redobrar os cuidados, fazendo uma vistoria nos quintais e em toda área externa da casa, descartando corretamente os recipientes que acumularam água e não serão utilizados, e cobrindo com tampa os que são de uso na residência.

E nos casos em que a população identificar um imóvel fechado ou terreno em condições que o caracterize como possível foco do mosquito pode entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Ouvidoria, pelo telefone 156. Ou ainda, entrar em contato pelo número 3711-5042 e falar diretamente com o Programa Municipal de Controle ao Aedes, para solicitar a visita dos agentes de combate às endemias.

Fonte: PMA

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