Disfagia: fonoaudióloga explica condição e formas de tratamento

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Disfagia pode se manifestar atrelada à doenças (Foto: Freepik)

A disfagia é uma condição observada cada vez mais em brasileiros. Ela consiste basicamente na dificuldade da deglutição de alimentos líquidos ou sólidos, mas pode provocar outros sintomas e se manifestar de formas variadas.

Em comemoração ao Dia do Fonoaudiólogo, 9 de dezembro, o Portal Infonet conversou com a fonoaudióloga Raquel Teles que explicou que existem tipos diferentes de disfagia. “Ela pode acontecer atrelada à alguma doença. Pacientes de enfarto, pós-AVC, esclerose. E também pode vim atrelado ao envelhecimento. Tem alguns tipos de disfagia: a disfagia neurogênica, relacionada a alguma doença neurológica, disfagia mecânica, atrelada ao mecanismo da deglutição, disfagia esofágica, quando acomete na região do esôfago e disfagia psicogênica, atrelada à alguma questão psicológica, como depressão”, diz Raquel.

Fonoaudióloga explica que a condição acomete mais pessoas idosas. (Foto: Arquivo pessoal)

Dentre os sintomas provocados pela disfagia, podem aparecer a tosse, fadiga, queda na saturação, engasgo e alteração vocal de forma mais comum. O tratamento para a condição é realizado com o acompanhamento de um profissional. “Geralmente a gente avalia o paciente com o alimento, para ver com o que ele está apresentando de dificuldade. Tem paciente que só tem disfagia pra líquido por exemplo. Aí a gente faz acompanhamento, duas ou três vezes por semana, a depender do grau da disfagia. É justamente nos atendimentos que fazemos essas terapias, através de exercícios pra melhorar a elevação de laringe ou também a terapia passiva, pra estimular a deglutição dos pacientes”, explica a fonoaudióloga.

A disfagia é mais observada em idosos, devido as doenças que aparecem nesta fase da vida, mas podem aparecer também em pessoas jovens. “Geralmente acomete mais os idosos. Pela questão da idade, tem aquela disfagia relacionada à idade do paciente e também por causa das comorbidades. Mas também a gente atende muita criança que já nasce com algum diagnóstico como Síndrome de Down e paralisia cerebral”, pontua Raquel.

A prevenção pode ser realizada principalmente pelos idosos para manter a deglutição de forma saudável, segundo a fonoaudióloga. “O ideal é definir coisas que a gente sabe que não vai levar a essa alteração. Como mastigar aveia antes de deglutir, fazer deglutição pausada com líquidos, não comer falando. Pessoas mais ativas hoje em dia tem menos sinais de disfagia, é uma questão de saúde no geral”, completou.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

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