FHS: trabalhadores dos hospitais regionais paralisam por 72 horas

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Os empregados da FHS fizeram um ato em frente ao Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro (Foto: Sintasa)

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) iniciaram nesta terça-feira, 15, uma paralisação de 72h. A categoria reivindica melhores condições de trabalho, reajuste salarial defasado há 10 anos, tíquete-alimentação, finalização do Acordo Coletivo do Trabalho e 30 horas semanais de trabalho.

Os profissionais da saúde fizeram um ato na manhã desta terça-feira em frente ao Hospital Regional José Franco, em Nossa Senhora do Socorro. Essa já é a terceira paralisação realizada em menos de um mês, as outras duas foram de 24 horas.

A paralisação, teve início às 7h de hoje e encerra às 7h da próxima sexta-feira, 18, acontece em todos os Hospitais Regionais do Estado e nas unidades administradas pela FHS. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), 30% dos profissionais continuam trabalhando para manter o atendimento a população.

Reivindicações

De acordo com o Sintasa, a luta do sindicato é que todos os trabalhadores recebam tíquete-alimentação. A proposta é o pagamento de forma escalonada: R$ 300,00, a partir de 1º de agosto; R$ 450,00, a partir de 1º de novembro; e R$ 600,00, a partir de 1º de janeiro de 2022.

A categoria reivindica reajuste salarial, jornada de trabalho de 30 horas, ticket alimentação e finalização do Acordo Coletivo de Trabalho (Foto: Sintasa)

Em relação a carga horária de 30 horas semanais de trabalho, os empregados da FHS querem que, independentemente do Congresso Nacional e Senado, seja aprovado um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) com a nova carga horária e que as 30h semanais seja implementada a partir de 1º de novembro.

Sobre a revisão do Plano de Emprego e Remuneração (PER) e PCCV, os trabalhadores querem que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e FHS criem a comissão entre sindicato e gestão para fazer a revisão de imediato a fim de que seja implementada efetivamente no contracheque do trabalhador a partir de 1º de agosto.

Greve

Segundo o Sintasa, a negociação com a SES está parada e na próxima semana será realizada uma assembleia com indicativo de greve. “No primeiro ato que fizemos houve uma conversa, mas a categoria não aceitou a proposta da SES, com isso, desde então não houve mais nenhuma conversa. Na próxima terça-feira, 22, faremos um ato em frente a SES e depois faremos uma assembleia com indicativo de greve, já que o Governo não sinaliza nada para a categoria”, adianta Janderson Alves, gerente administrativo do Sintasa.

SES

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) reafirmam o diálogo constante com representantes do Sintasa, onde vêm conquistando avanços em pautas importantes. No dia 19 de maio, há menos de um mês, a SES e a FHS realizaram nova mesa de negociação, onde houve diálogo com o sindicato sobre os auxílios creche, alimentação e as 30 horas da jornada de trabalho.

Ainda segundo a nota, ficou definido o auxílio creche já aprovado pela secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa. O valor duplicou de 50 para 100 reais. Já o escalonamento para a questão da aplicação do ticket alimentação, será feita uma proposta para que sejam feitos os estudos, passar pelos órgãos de controle para ver a viabilidade da aplicação. Sobre as 30 horas de trabalho para todos os servidores, já houve um consenso que é uma decisão nacional.

Ainda, de forma imediata, foi pactuada uma comissão para avaliar o plano de cargos de salários da fundação (servidor celetista) e servidor da SES. Essa comissão é composta por servidores da própria FHS e SES, mais sindicatos.

É fundamental ressaltar que a Secretaria de Estado da Saúde e a Fundação Hospitalar de Saúde sempre estarão abertas ao diálogo com todos os sindicatos, buscando de maneira legal e sensata a resolutivas das pautas levantadas, como tem ocorrido.

Por Karla Pinheiro

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