Médicos questionam PMA e dizem que não foram chamados para trabalhar

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Grupo de médicos sergipanos diz ter interesse em trabalhar no Hospital de Campanha(Foto: Secom/PMA)

Um grupo com pelo menos 20 médicos formados no Brasil e a maioria em Sergipe, tem estranhado a posição da Prefeitura de Aracaju ao afirmar que tem encontrado dificuldades para contratar profissionais médicos para trabalhar no Hospital de Campanha. Em nota divulgada nesta quarta-feira, 8, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) havia informado que o Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese) encaminhou uma lista com 115 nomes aptos a trabalhar, mas desse número, apenas oito teriam demonstrado interesse em atuar pelo Hospital de Campanha.

A informação choca, no entanto, com o que diz um grupo de médicos que entrou em contato com nossa reportagem. Segundo o médico Yan Vilela, há pelo menos 20 profissionais médicos formados no Brasil e com os registros em dia, interessados em trabalhar no Hospital de Campanha, mas ainda não foram chamados para trabalhar. “Já tem quase um mês aguardando essa contratação. A maior parte desses médicos é de Sergipe e já encaminhou documentação, mas não está havendo urgência na contratação pelo que estamos observando”, explica.

A falta de médicos no Hospital de Campanha se agravou após a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que suspendeu as licenças provisórias para os profissionais médicos que ainda não passaram pelo Revalida. Como consequência da decisão, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) reduziu a capacidade de leitos para pacientes da Covid-19 no Hospital de Campanha instalado no Estádio João Hora. A medida foi necessária, segundo a Prefeitura, porque 77 profissionais tiveram as licenças suspensas e por falta de pessoal, o hospital não tem condições de admitir novos pacientes.

A respeito da contratação dos médicos que entraram em contato com nossa reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que houve algumas pendências na documentação encaminhada pelos médicos, que só foram sanadas no início deste mês de julho. O grupo de médicos formou uma empresa que, segundo a SMS, só foi considerada apta para contratação no último dia 6 de julho. De acordo com a Secretaria, o processo atualmente encontra-se em dotação orçamentária para que seja efetivada a contratação.

Por Ícaro Novaes

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