Onco Hematos reforça importância da mamografia mesmo com pandemia

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De acordo com o mastologista Maurício Resende, houve redução na realização das mamografias durante a pandemia. (Foto: Ascom/Onco Hematos)

Neste dia 5 de fevereiro, é comemorado o Dia Nacional da Mamografia, a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Para alertar sobre a importância do exame, a Onco Hematos reforça a sua realização mesmo diante do atual momento de pandemia da covid-19.

De acordo com o mastologista Mauricio Resende, devido a pandemia e medo de muitas mulheres de contaminação, houve uma redução na realização das mamografias, além da falta ou suspensão do tratamento. “Infelizmente, muitas mulheres com o diagnóstico de câncer não chegaram nem a serem tratadas. Tiveram seus serviços públicos suspensos. E houve uma redução de 80% a 90% na realização dos exames mamográficos. Isso é muito ruim, porque muitos cânceres que deveriam ser diagnosticados mais precocemente deixaram de acontecer. A gente vai entrar agora numa leva de muitos casos de formas tardias por conta da não realização dos exames”.

A orientação de Mauricio é que as mulheres façam os exames mamográficos anualmente, independente do momento de pandemia. “A realização é extremamente segura. Pode ficar o tempo todo de máscara, não tem nada que encoste em áreas que pode transmitir a covid-19. De um modo geral, as clínicas e ambientes de realização de mamografias não é um ambiente onde circulam muitos pacientes com covid-19, como por exemplo, o serviço de tomografia. Geralmente são técnicos e salas separadas”.

Segundo ele, a mamografia é o exame que melhor detecta o câncer de mama, principalmente nas fases iniciais da doença. “Tratar o câncer torna-se muito mais fácil, muito mais rápido e muito menos agressivo, além de menor custo, até para o sistema de saúde, quando é detectado precocemente. E a mamografia é o grande exame que cumpre o papel do diagnóstico precoce da doença”, afirma.

Ainda de acordo com o mastologista, o câncer de mama pode se apresentar de muitas formas, seja por nódulos, por áreas mais densas que não existia antes, ou por microcalcificações. “Eles são detectados através do exame mamográfico, nenhum outro exame é capaz, por exemplo, de detectar uma microcalcificação”, destaca.

As mulheres podem realizar o exame, principalmente, a partir dos 40 anos e repetir a realização anualmente. “Depois dos 40 anos, qualquer mulher pode fazer. Até quando ela tiver condições físicas de fazer a mamografia, ou seja, não existe uma data limite ou restrição específica para parar de fazer a mamografia. Na verdade, com o avanço da idade, mais importante a realização”, orienta o profissional.

Sobre a realização do exame
Segundo o mastologista, o exame é feito em ambulatório e não há necessidade de internamento, nem de anestesia. Para a realização, o único preparo recomendado é que as pacientes não utilizem talco, principalmente no dia de fazer o exame porque pode gerar alguma alteração. Não há restrição para mulheres grávidas, apenas mulheres que estão em pós-operatório de mama menores de seis meses.
“Também não há necessidade como, havia no passado, do uso de avental de chumbo para realização do exame para proteger a glândula tireoide. Pacientes acamadas também podem fazer, mas é preciso levar à sala da mamografia”, diz Mauricio.

Câncer hereditário
Para quem tem casos de pessoas com câncer na família, a orientação do profissional é a realização da mamografia mais ou menos 10 anos antes da ocorrência do primeiro caso. “Por exemplo, uma mulher que teve câncer com 42 anos, e a pergunta é: a filha dela vai ter que iniciar a realizar mamografia com quantos anos? Em tese, 10 anos antes da ocorrência daquele caso familiar. A partir de então, continuar fazendo anualmente”, disse Mauricio, ressaltando que a mamografia nas mulheres mais jovens não tem boa sensibilidade. Nesses casos, podem ser realizadas ultrassonografia complementar e ressonância como método de rastreamento do câncer.

Orientações
Segundo o profissional, o ideal é que as mulheres procurem o ginecologista de rotina, para as mulheres que tem vida sexual ativa, e que procurem o mastologista independente de sintoma, a partir dos 35 anos ou 40 anos. Ou antes disso, para mulheres que tenham dúvidas ou histórico familiar.

Autoexame
O autoexame, hoje, não é mais preconizado por nenhuma sociedade mundial de mastologia, segundo o médico, por conta da pouca eficiência e eficácia na incapacidade de identificar casos precoces. “O câncer de mama evolui de uma forma muito rápida e o ideal é que consigamos chegar ao diagnóstico antes mesmo de ser palpável. A mulher, de um modo geral, consegue identificar o nódulo quando já está entre 2cm e 2,5cm. Isso já é um tumor de tamanho médio. O ideal é que a gente identifique antes de ser palpável ou até 2cm. O médico consegue palpar nódulos a partir de 1cm, menos do que isso, o ideal é através da mamografia. Lembrando que ultrassonografia e a ressonância a gente pode complementar, mas nunca substituir”, finaliza.

Fonte: Ascom/Onco Hematos

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