Psicóloga alerta pais sobre estímulos para o desenvolvimento da fala

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A psicóloga Isabela Pena afirma que até os três anos as crianças já devem estar falando (Foto: Infonet)

O aumento de casos envolvendo crianças que apresentam distúrbios de fala pede uma atenção maior dos pais sobre a importância de estímulos essenciais para o desenvolvimento infantil. A recomendação da psicóloga Isabela Pena é de que, de zero aos três anos de idade, seja feita a prevenção de distúrbios por meio de exemplos e orientações.

Segundo a profissional, muitos pais acham correto aguardar o tempo de cada criança e isso deve ser feito sem ultrapassar o limite determinado para o início da formação do vocabulário infantil. “A criança precisa e deve falar até os três anos. Caso ela não consiga falar pode existir algum tipo de transtorno que venha a resultar em algo mais grave futuramente”, afirma.

A irritabilidade é um forte indício de que a criança está incomodada por não conseguir se comunicar, além de outras reações que são expressados em situações diárias. “Os pais devem ficar atentos a alguns sinais que podem indicar que seus filhos precisam de uma avaliação fonoaudiológica. Detalhes como o repertório de palavras que a criança tem aos dois anos, se ela consegue montar uma frase, se entre essas palavras que ela consegue falar a maioria tem três sílabas e se ela apresenta irritabilidade ao se comunicar”, orienta a psicóloga.

Outra situação recorrente é a dificuldade de expressão que ocorre em crianças com apego maior aos pais ou até mesmo com histórico de familiares que também tiveram dificuldade na fala. Isabela diz que é muito importante que, nesses casos, os pais tratem seus filhos com firmeza. “Nessa fase de desenvolvimento infantil os pais devem falar com palavras firmes e normais, sempre olhando nos olhos da criança para que ela possa ver a articulação da boca enquanto ouvem a voz, já que aprendem a falar por imitação”.

Os estímulos são alternativas recomendadas para crianças que apresentam dificuldades, mas que não possuem razões neurológicas para isso. O fonoaudiólogo deve ser consultado para analisar os sintomas dados pela própria criança e definir o tipo de tratamento a ser feito.

Dislalia

As crianças devem ser estimuladas diariamente por seus responsáveis e educadores (Foto: Infonet)

Após os primeiros anos de vida, quando as crianças já estão com um vocabulário mais amplo, é comum que algumas delas ainda apresentem dificuldades de expressão. A exemplo disso, a substituição ou omissão de sílabas pode ser um sintoma do distúrbio conhecido como dislalia, que acontece, principalmente, quando a criança troca o ‘R’ pelo ‘L’.

Mesmo sendo uma dificuldade de expressão que pode ser tratada com facilidade, a orientação psicológica é de que a criança seja levada ao fonoaudiólogo para que seja avaliada a análise correta da causa defina de que modo a percepção e articulação dos sons deve ser tratada. Além do suporte médico, é muito importante que os adultos que fazem parte do ciclo de convivência das crianças não façam piadas da situação e os orientem com firmeza.

“A criança precisa ser conduzida e orientada. São os responsáveis que passam a segurança pra que elas sejam capazes de se desenvolver. É a segurança da mão e do aconchego dos pais que estimula a autoconfiança do bebê”, orienta Isabela.

Para os casos de distúrbios em crianças maiores de três anos, a orientação é de que sejam levadas ao fonoaudiólogo caso a troca de sílabas permaneça após os quatro anos de idade.

por Juliana Melo e Raquel Almeida

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